Fábia Oliveira

Carla Daniel revela detalhes da cirurgia e alerta: “Só sabe passando”

Em casa, a atriz conversou com a coluna, com exclusividade, e falou da demora ao descobrir a doença, que também afeta mulheres na menopausa

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Carla Daniel desabafa antes de cirurgia: "13 meses com dores" - Metrópoles
1 de 1 Carla Daniel desabafa antes de cirurgia: "13 meses com dores" - Metrópoles - Foto: Instagram/Reprodução

Após passar por uma cirurgia e receber alta, Carla Daniel revelou detalhes da operação e aproveitou para fazer um alerta sobre a adenomiose. Já em casa, a atriz conversou com a coluna Fábia Oliveira, com exclusividade, e falou da demora ao descobrir a doença, que também afeta mulheres na menopausa.

“A cirurgia foi rápida e ontem mesmo voltei para casa. Não faz efeito na hora, mas vou ter acompanhamento médico”, comentou.

O diagnóstico

Ainda durante o bate-papo, ela recordou a demora para descobrir a doença: “O diagnóstico para mim demorou porque anda-se um caminho com pílulas de progesterona, reposição hormonal e paliativos. Quando se descobre a adenomiose e a endometriose, no meu caso só a adenomiose, pensa-se na possibilidade de retirar o útero, o que não foi meu caso”, relatou.

E continuou seu relato: “Foi feita uma ablação do adenoma… Existem casos e casos de como resolver o problema e dar melhor qualidade de vida para a paciente”, disse.

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Alerta para mulheres na menopausa

Carla Daniel aproveitou a entrevista para fazer um alerta para outras mulheres: “Tem muitas mulheres que precisam resolver esse problema e procurar fazer ressonância, os exames e procurar um médico que seja especialista no assunto. No meu caso, um médico cirurgião. E é muito importante trocar ideias nesse processo. ‘Cada um sabe a dor é a delicia e de ser o que é’, como diria Caetano”, observou ela, antes de completar:

“É muito importante falar nesse assunto. A doença pega uma faixa de idade, como a minha. Tenho 60 anos e estou na menopausa há muitos anos. É importante alertar que mulheres na menopausa também podem ter a doença”, pontuou.

No fim, ela deu mais detalhes de seu caso: “Apesar de ficar um ano e um mês com cólicas e sangramentos diários, em plena menopausa, achei importante falar sobre esse assunto porque a gente só sabe passando por ele”, concluiu.

O que é adenomiose

A doença é caracterizada pela infiltração do endométrio, que é a camada interna do útero, no miométrio, a camada muscular. Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o problema atinge entre 31% e 61% das mulheres e costuma aparecer entre os 40 e os 50 anos. A condição também pode afetar mulheres mais jovens que tenham sangramento uterino anormal e dismenorreia (cólicas antes do período menstrual).

“O útero é dividido em três camadas: a serosa, a camada que o recobre; o miométrio, uma camada muscular intermediária; e o endométrio, a parte mais interna do útero. O adenomioma é quando o tecido endometrial vai parar no miométrio, ou seja, o tecido que reveste o útero vai parar na musculatura do útero. A essa condição damos o nome de adenomiose”, explicou o ginecologista André Vinícius.

Ele acrescenta que a doença pode não apresentar sintomas, mas, em alguns casos, a adenomiose se manifesta com: infertilidade; cólicas menstruais intensas; e aumento do fluxo menstrual e dos dias de período (a paciente que antes menstruava 3, 4 dias, passa a menstruar, 6, 7, 8 dias).

Diagnóstico e tratamento

A doença é diagnosticada por meio de exames de imagem. “O ultrassom permite identificar um miométrio irregular, ou que o útero está com o tamanho maior que o normal, pois a infiltração do tecido endometrial do miométrio pode aumentar o volume do útero”, afirma Vinícius. Ele acrescenta que a ressonância magnética também pode ajudar a identificar a doença.

Para pacientes que apresentam cólicas muito intensas, é possível ajustar medicamentos para o controle do sintoma. Em mulheres com sangramento uterino normal, é possível fazer um bloqueio hormonal que, geralmente, é o tratamento mais indicado para a adenomiose.

“Como essa doença é localizada dentro do útero, a colocação do dispositivo intrauterino (DIU) medicado com levonorgestrel tem uma ação muito interessante, pois diminui as cólicas menstruais da paciente e diminui o fluxo também”, afirmou o ginecologista.

A prática de um estilo de vida mais saudável , com a prática regular de atividade física, alimentação leve e equilibrada e o controle de estresse, são formas complementares de tratamento.

Quando a cirurgia é indicada

Existem casos em que a doença possui pontos focais, o que permite a realização de uma cirurgia para retirada apenas das regiões de foco para preservar o útero. Segundo o especialista, ela é ideal para pacientes que querem engravidar.

A histerectomia, que consiste na remoção completa do útero, como foi feito por Gretchen, é um tratamento definitivo recomendado para mulheres que não desejam engravidar e não obtiveram sucesso no controle da doença com tratamentos convencionais.

“Por se tratar de uma condição localizada na camada muscular do útero, ao removê-la, não há mais um local para que o tecido endometrial se desenvolva”, comentou Vinicius.

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