Fábia Oliveira

Após relato de Gretchen, médicos falam dos riscos da micropigmentação

O procedimento usado pela cantora serve para camuflar falhas no couro cabeludo e pode agravar quadros de alopecia

atualizado

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O relato recente de Gretchen sobre problemas enfrentados após uma micropigmentação capilar reacendeu o debate sobre os riscos e limitações do procedimento estético, cada vez mais procurado por homens e mulheres que desejam disfarçar falhas e rarefação nos fios.

A cantora afirmou que o procedimento teria agravado sua queda capilar durante o tratamento contra a alopecia, levantando dúvidas sobre a segurança da técnica e se pacientes com calvície podem ou não recorrer à micropigmentação.

A técnica

Em conversa com a coluna, a dermatologista Camila Sampaio explicou que a técnica consiste na aplicação superficial de pigmentos no couro cabeludo para criar um efeito visual de maior densidade capilar, mas alerta que o procedimento exige avaliação individualizada.

“A micropigmentação utiliza pequenas perfurações no couro cabeludo para inserir pigmentos na pele. Quando feita de maneira inadequada, com excesso de profundidade, produtos de baixa qualidade ou em um couro cabeludo já sensibilizado, ela pode desencadear processos inflamatórios e agravar quadros de queda capilar”, comentou.

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Atenção a pacientes com alopecia

Segundo a médica, pacientes com alopecia ativa precisam de atenção redobrada antes de realizar qualquer intervenção estética na região.

“Em algumas situações, o trauma repetitivo das agulhas pode piorar inflamações já existentes e acelerar a queda dos fios. Por isso, é indispensável avaliar a causa da alopecia antes de indicar qualquer procedimento estético no couro cabeludo”, esclareceu.

Recurso visual

O cirurgião plástico Alan Wells, especialista em transplante capilar e criador do método Transplante Natural Wells, reforçou que a micropigmentação não trata a causa da calvície, funcionando apenas como um recurso visual.

“A técnica não faz nascer novos fios, mas pode ajudar a camuflar áreas mais aparentes da calvície, reduzindo o contraste entre o couro cabeludo e os cabelos existentes”, alertou.

Especialistas habilitados

Ainda durante a entrevista, o médico comentou que, quando realizada por profissionais habilitados, a técnica costuma ser segura, mas ressaltou que erros na execução podem trazer consequências estéticas e até dificultar tratamentos futuros.

“Técnicas mal executadas podem gerar resultados artificiais, mudança de tonalidade do pigmento ao longo do tempo, manchas irregulares e até dificuldades futuras para tratamentos capilares ou transplantes de cabelo”, relatou.

Acompanhamento correto

O médico também destacou, ainda, que pacientes com alopecia androgenética podem realizar a micropigmentação em muitos casos, desde que o quadro esteja acompanhado corretamente.

“A calvície é uma condição progressiva. Se o paciente apenas camufla a área sem tratar a evolução da perda capilar, pode ocorrer piora do quadro ao longo dos anos, deixando o resultado esteticamente desarmônico”, declarou.

Cuidados e efeitos

Segundo o dermatologista Gustavo Saczk, a micropigmentação não costuma causar queda capilar diretamente, na maior parte dos casos.

“A micropigmentação capilar não afeta diretamente na queda capilar, na maioria dos casos. Ela funciona como uma camuflagem estética, principalmente nas áreas de falha, melhorando a aparência”, disse.

Apesar disso, ele contou que o procedimento exige cuidados e escolha criteriosa do profissional: “Pacientes com alopecia podem fazer a camuflagem, mas é fundamental procurar um profissional qualificado porque existem riscos de borrões, infecções locais, alergias ou até cicatrizes, dependendo do caso”, pontuou.

Agravamento de problemas

A dermatologista, tricologista e transplantista capilar Rebecca Atman observou que a micropigmentação pode agravar doenças inflamatórias já existentes no couro cabeludo, especialmente quando realizada durante fases ativas da alopecia.

“Em pacientes com doenças inflamatórias do couro cabeludo, alopecias ativas ou couro cabeludo sensibilizado, o procedimento pode piorar um quadro já existente. Isso acontece porque o trauma repetido das agulhas pode desencadear inflamação local, irritação, dermatite de contato ou até um fenômeno chamado ‘Koebner’, em que áreas traumatizadas passam a desenvolver novas lesões em pessoas predispostas”, destacou.

A especialista afirmou também que não é correto dizer que a micropigmentação causa alopecia, mas sim que pode agravar um quadro já instalado: “No caso relatado pela Gretchen, ela mesma contou que já enfrentava alopecia androgenética e outras agressões capilares anteriores, como corte químico e alterações hormonais”, analisou.

Avaliação

Rebecca Atman também ressaltou que pacientes com alopecia podem recorrer ao procedimento em situações específicas, desde que exista avaliação médica prévia.

“Em alguns casos, ela pode ser uma excelente aliada estética, principalmente em alopecia androgenética estabilizada. Porém, antes do procedimento, é fundamental avaliação com dermatologista ou tricologista para identificar se existe inflamação ativa, sensibilidade do couro cabeludo ou contraindicações temporárias”, orientou.

No fim, ela lembrou que a micropigmentação não substitui o tratamento clínico: “O tratamento da alopecia deve continuar sendo feito com acompanhamento médico e terapias específicas para cada diagnóstico. A micropigmentação apenas camufla visualmente as áreas de rarefação”, concluiu.

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