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Convenhamos: o Renegade Trailhawk é um 4×4, mesmo flex, bem valente

Versão perdeu motor diesel, ‘ganha’ dois passageiros extras (peso da caixa de tração) e bebe mais. Isso o deixa melhor do que o antecessor?

atualizado 15/07/2022 20:13

Foto: Stellantis/Divulgação

A Jeep garantiu no primeiro semestre de 2022 a liderança do mercado de SUVs no Brasil, com 20,7% de participação entre os utilitários esportivos – e 65.617 carros vendidos. Isso é resultado de uma marca consolidada, rede de concessionárias ampla e de um portfólio caprichado de produtos – com lançamentos recentes. A Entre-eixos avaliou a versão topo-de-linha do novo Jeep Renegade, apresentado neste semestre: a Trailhawk, com motor 1.3 flex e tração 4×4.

A iniciativa de deixar o conjunto tracionado num veículo flex foi boa? Mesmo com a gasolina a esse preço? Bem, parece ser essa mesmo a primeira e mais relevante questão a ser respondida. Afinal, o carro ficou melhor, mais seguro e com mais tecnologia. Mas, não esqueçamos, o consumidor brasileiro leva muito em consideração o gasto com combustível – mesmo comprando carros como o Renegade Trailhawk, que custa R$ 170.655 (com a cor Orange Punk’n inclusa).

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Antes de continuar, vale relembrar: o motor turbo 270 (em referência ao torque de 27,5kgfm) 1.3 já foi usado em vários modelos das marcas do grupo Stellantis. No Renegade, agora equipa todas todas as versões. Ele produz até 185cv de potência – nesta, com câmbio automático de 9 marchas. 

É o caso das versões 4×4 (a outra é a S, mais urbana, e com o mesmo preço), elas ficaram mais pesadas: só o peso extra da tração nas quatro rodas é equivalente a dois passageiros adultos de 85kg cada um). 

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É importante lembrar que o pesado 1.8 flex, de 139cv e apenas 19,3kgfm, foi descartado de vez. Agora, o problema: o sucessor, muito mais eficiente, consome combustível como jovens nas noites de sextas-feiras. 

Por exemplo: o Renegade flex 4×4 faz 9,1 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada, segundo os dados oficiais. No diesel eram, respectivamente, 9,6 e 11,4 km/l, enquanto o 1.8 flex chegava aos 10 e 12,2 km/l. Mas, podem acreditar, ele é melhor. 

 

Velocidade de largada? O Trailhawk faz de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos, com gasolina. Claro, é mais pesado do que o Longitude 4×2 – que ainda será testado pela Entre-eixos (8,9 segundos, segundo a marca). 

É um carro muito legal de se guiar, sem qualquer sofrimento nas acelerações e retomadas nas vias largas do DF – e cheias de motoristas sabadeiros desligados e imprudentes. É bem silencioso, por sinal. Por falar nisso, numa ‘aventura’ sabadeira em rotas por Sobradinho e Lago Oeste deu para senti-lo também em alguns trechos de terra com ladeiras. 

 

Não era prova de rally, mas é possível ver que a versão Trailhawk é para o off-road, sim: tem, por exemplo, ângulos de entrada de 30º e de 32º de saída e bons recursos. São cinco modos de condução, que ajustam o motor, câmbio e bloqueio de diferencial traseiro em automático, esportivo, neve, pisos escorregadios, areia e lama e pedra.

Sem falar das funções 4WD Low, com relações mais curtas do câmbio, 4WD Lock, que bloqueia o diferencial traseiro, e o controle de descida que mantém automaticamente a velocidade do veículo mesmo em descidas íngremes.

A atenção especial para os aventureiros de verdade vem nos protetores de cárter, do tanque de combustível e da transmissão – garantindo mais segurança nos desafios. E, claro, gancho de reboque traseiro. Na versão testada, a Jeep a enviou com o teto solar elétrico panorâmico (opcional).


Segurança

O pacote é muito bom nesta versão: o de auxílio à condução, então, é semelhante a alguns irmãos Jeep maiores. Tem frenagem automática de emergência, alertas de ponto cego e de tráfego cruzado traseiro, assistente de permanência em faixa, alerta e assistente de estacionamento. São sete airbags, vale lembrar.


De ruim, ele tem

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O porta-malas é pequeno: 314 litros. Para aventureiros, é pouco espaço, convenhamos. E o preço de transportador de carga expansível, no teto, de 500 litros, é bem salgado: R$ 18.711,25, no site da Mopar, empresa da própria marca. O flexível, por sua vez, custa R$ R$ 2.687,19 – mas só suporta 317 litros. O de 480 litros tem preço sugerido de R$ 4.875,14. O bagageiro tubular, por sua vez, custa R$ 2.177,98. Aliás, a quantidade de acessórios ofertados pela Mopar é impressionante. Veja na galeria. 


 

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