Carros em uma velocidade e precisão que você ainda não viu.

Amarok V6 de 258cv: a comprovada valentia vale R$ 283,7 mil? 

A picape é parruda e gostosa de dirigir. Mas está ficando defasada tecnologicamente em relação à concorrência. Em suma: pense bem

atualizado 30/06/2021 7:54

Fotos: Volkswagen/Divulgação

Dizem que a Volkswagen Amarok é tão quadradona e conservadora no visual que ninguém se vira para olhar seu perfil. Talvez seja mesmo. Mas, e daí? O que a diferencia das demais está sob o capô: o motor 3.0 V6 turbodiesel de 258cv ( que pode ir até aos 272cv com overboost, aquela pressão extra de 10 segundos do turbocompressor mais alta que o valor nominal, como acontece com os carros da F1). 

O torque chega a impressionantes 59,1kgfm. Esse conjunto faz com que ela acelere de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos e faça retomadas (de 80 km/h a 120 km/h) em 5,6 segundos. A velocidade máxima de 190 km/h é limitada eletronicamente, por razões óbvias. 

Bem, esses números tornam a Amarok o veículo a diesel mais rápido do Brasil, segundo o tradicional ranking Folha-Mauá 2021. Para fechar o pacote de propulsão, a confortável transmissão automática de 8 marchas – e com pegada ainda mais esportiva com a troca de marchas pelas aletas no volante.

A Extreme, topo de linha, testada pelo Entre-eixos vem com santantônio esportivo exclusivo e rodas aro 20’’ – e pneus de perfil baixo que acabam ‘lendo’ e sentindo mais a inconsistência asfáltica, digamos assim, de BRs como a 060, que liga Goiânia a Brasília, e principalmente das costelas-de-vaca de trecho (de terra) da BR-070. 

A versão custa, na configuração do site da VW, R$ 282.380. Com mais R$ 1,3 mil extras, ponha uma elegante capota marítima – que agrega beleza a uma caçamba parruda que carrega até 1.139 kg de carga. Os estribos laterais são de série para a versão. 

E o interior é bem confortável e sóbrio, embora não caiba a classificação de luxo (ou mesmo requinte e sofisticação): parte do material é coberta em couro napa; outra, com plástico de qualidade, macio no toque e sem ranhuras.

No mais, nada de excepcional diante do preço cobrado: bancos, volante e a alavanca do freio de mão couro (parcialmente), ar-condicionado bizona, sistema multimídia (acanhado) com espelhamento de celular e GPS etc.

Itens de segurança
São equipamentos que nenhum jornalista quer testar, claro. Mas o pacote de segurança da Amarok V6 é caprichado. Por exemplo: todas as versões têm um sistema de frenagem pós-colisão que aciona os freios automaticamente após detectar o primeiro impacto, evitando colisões secundárias.

Os freios ABS vêm com uma função off-road curiosa para o uso na terra: ao serem acionados, por meio de ligeiros travamentos nas rodas, eles acumulam algum material à frente dessas, maximizando a frenagem.

Em relação aos airbags, tanto o motorista quanto o passageiro da frente contam com equipamentos laterais para proteção da cabeça e tórax. Até o engate original foi motivo de atenção: a VW pôs um sistema de estabilização que atua em parceria com o controle eletrônico de estabilidade (ESC). Funciona assim: quando o reboque ou trailer começar a oscilar ou pendular com maior intensidade, o sistema age, reduz o torque do motor e freia as rodas da pick-up e do reboque.

Por fim, o farol de neblina amplia a área iluminada quando o carro estiver em uma curva de baixa velocidade. Quando os faróis estiverem ligados e a seta for acionada ou girar o volante, o farol de neblina do lado correspondente se acende.

No geral, fique atento: apesar de não ser a volta da Autolatina, Volkswagen e Ford trabalham para desenvolver em conjunto as novas Amarok e Ranger. 

 

Últimas notícias