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Crô em Família, novo filme do personagem de Marcelo Serrado, contará com participações especiais de Marcus Majella, interpretando Ferdinando, Pabllo Vittar e Preta Gil. Esse elenco nos diz alguma coisa sobre diversidade.

A realização é da Produtora Total Filmes e conta com história original de Aguinaldo Silva (criador do personagem na novela Fina Estampa) e tem colaboração de Sergio Virgílio, Virgílio Silva, Antonio Guerrieri, Bruno Aires e Leandro Soares. Eu cito todos eles porque quem pensou nessa lista de participantes acertou em um ponto que eu nem sei se estavam mirando.

Crô, sem sombra de dúvidas, é tanto popular quanto controverso. Lembro do carnaval de 2012 que havia até crianças fantasiadas dele. Ao mesmo tempo, muitos LGBTs, ativistas principalmente, criticavam sua representação e seu humor, dizendo que era apenas mais um personagem para se rir do gay afeminado e não um caminho para a inclusão.

Pelas declarações de Aguinaldo, Crô se tornou um estandarte do que ele pensa do movimento LGBT. Em síntese, quem não aceita Crô é porque teria preconceito com as “pocs” e a resposta popular seria um dado concreto do seu potencial para a tolerância.

Bom, essa questão não vai ser resolvida agora, mas o há algo notável em Crô 2, previsto para julho de 2018.

No cinema norte-americano e inglês, há filmes sobre a vida de LGBTs com um elenco eminentemente de personalidades engajadas na luta contra o preconceito. Não me lembro de outro filme brasileiro a ter essa atenção antes de Crô.

Muito legal esse novo tratamento ao personagem de Marcelo Serrado, como se dessem uma atualizada na sua figura. Eu duvido muito que as controvérsias sobre sua personalidade se acabem com o longa, afinal, Aguinaldo gosta de cultivar polêmicas. Quanto a isso, deixo aqui a reflexão de outro novelista, Dias Gomes: “Se eu não incomodar, alguma coisa eu estou fazendo de errado”.



 


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