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Para se tornar servidor público, é preciso ser aprovado nas provas, porém, o que parece óbvio assusta os candidatos: muitos têm pavor de resolver questões e adiam esse momento até a hora das avaliações. Testar os conhecimentos aprendidos durante a preparação é determinante para conquistar uma vaga no governo. Por isso, saber estratégias para usar esse recurso é essencial a todo concurseiro.

Infelizmente, a regra entre os aspirantes ao serviço público é descobrir se estão ou não competitivos para a prova quando o gabarito é divulgado. O medo da autoavaliação durante o período de estudo faz com que procrastinem ao máximo a resolução de questões.

Isso ocorre por alguns fatores, como medo de não ter estudado a teoria em quantidade e qualidade de forma suficiente para responder perguntas, baixa autoestima e falta do hábito de controlar os próprios resultados.

De fato, nesse último aspecto vem a história de vida como estudante, afinal, as avaliações sempre foram externas e acompanhadas de críticas e sensação de incompetência.

Apesar de o contexto parecer negativo, algumas estratégias podem driblar o medo, a cobrança e o mau hábito e levar o concorrente a rotinas que ajudam a estruturar melhor o processo de aprendizagem, fixando mais o conteúdo, promovendo o controle de resultado e, também, direcionando as revisões.

A resolução de questões é um dos pilares cruciais para uma vaga garantida"

Memorização do conteúdo
Usar as questões de provas anteriores como parte dos estudos tem dois objetivos: aumentar a memorização dos conteúdos aprendidos e conhecer o perfil de cobrança da banca que está organizando o processo seletivo. Elas também devem ser usadas para montagem de simulados que testam os conhecimentos periodicamente. O entendimento desses propósitos é a primeira estratégia.

O ideal é selecionar as perguntas, seja para treino de rotina ou de autoavaliação, conforme os assuntos estudados, em vez de tentar resolver uma prova por completo. As avaliações já aplicadas têm “recortes” do conteúdo programático do edital e, recentemente, os tópicos cobrados com maior recorrência estão mudando.

Claro que saber quais assuntos caem com mais frequência é relevante – especialmente depois que o edital é divulgado –, porém, saber a totalidade dos itens de cada disciplina passou a ser importante, derrubando a antiga estratégia de só estudar o que mais cai.

Quem tem conhecimento prévio pode usar a terceira estratégia desse artigo: fazer o caminho inverso. Ou seja, primeiro responder, ler comentários de professores e outros concurseiros, para só então se dedicar à teoria, tirando dúvidas e complementando informações memorizadas. Essa possibilidade pode ser aperfeiçoada com um “teste de nível”, ao montar e solucionar uma lista de exercícios de cada item já estudado do edital.

Controle de resultados
Com a análise do gabarito desse simulado personalizado, é possível apurar uma série de informações, identificar o nível de conhecimento para o cargo desejado e, melhor: saber o nível de competitividade e passar a medir a evolução do aprendizado sem esperar chegar o dia da prova. Por isso, a quarta estratégia é considerada certeira.

As métricas são essenciais para um controle de resultados eficiente, etapa que raros concurseiros colocam em prática, muitas vezes por falta de conhecimento de seu valor.

Outro benefício do diagnóstico – que leva à quinta estratégia – é a identificação cirúrgica dos assuntos que serão revisados. Ao contrário do que muitos acreditam, revisar não é ver o conteúdo todo novamente e, sim, reforçar o que precisa ser reforçado, o que só é possível selecionar com a solução de exercícios. Ainda assim, há um nível de “profundidade” variável, desde tirar uma dúvida na confusão de um conceito até não ter a menor noção do que deveria ter sido aprendido.

A lista de questões pode seguir critérios ainda mais específicos se criada a partir de um banco de questões, comuns nos sites especializados. Escolher, no filtro disponível, a banca examinadora, o grau de escolaridade e o nível de dificuldade do que foi aplicado nos últimos três anos permitirá ter uma seleção direcionada para os objetivos desejados. Depois da peneira, basta salvar a pesquisa para uso imediato ou futuro. Explorar esses recursos é a estratégia número seis.

Estudo divertido e aprofundado
Se a intenção é vencer a barreira da insegurança e tornar o momento mais lúdico, transformar as questões em flashcards é uma ótima opção e a sétima estratégia. Essa ferramenta de estudo, muito comum na aprendizagem de idiomas, consiste em usar cartões escrevendo, de um lado, a pergunta e, de outro, a resposta. As fichas podem ser usadas a partir das indagações ou das assertivas.

Por fim, em uma reta final, em que restam dois meses ou menos para a preparação, escolhas precisam ser feitas para criar diferenciais na hora da avaliação. É este o momento para aplicar a oitava e última estratégia, usando as estatísticas do que mais cai a fim de elencar o direcionamento dos estudos e da revisão.

A prioridade deve ser definida do que tem mais frequência para menos frequência, e das disciplinas com maior peso ou maior número de questões para as com menos exigências de pontos e quantidade. Entra nessa conta conhecer os critérios mínimos de pontuação descritos no edital.



 


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