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Amendoim é sempre destaque na época de festas juninas – que começam em maio, sabe-se lá o porquê! Ingrediente versátil, ele vai bem em doces e salgados. No pé de moleque, divide o protagonismo com a rapadura ou o açúcar. Aqui no Brasil, o preparo do “quebra-dentes”, como ficou conhecido nas regiões Sul e Sudeste do país, vem ao lado da chegada da cana-de-açúcar, em meados do século 16.

Além do nome, a receita varia de acordo com a região: mel de abelhas, garapa com mel, açúcar. No Nordeste, pé de moleque diz respeito a uma espécie de bolo enrolado na folha de bananeira.

Na Índia, ele se chama chikki; na Europa, torrone – mas leva vários tipos de castanha e claras em neve na massa. No México, o termo é palanquetas, com alguns grão adicionais, por exemplo, amaranto. Vou ensinar a versão brasileira, bem caipira e tradicional, na qual usamos a rapadura pura com amendoim. Simples assim!

Dois passos são muito importantes na hora de se fazer esse doce: o caramelo precisa ser concluído um pouco antes do ponto de fio (aquele quando você tira a colher da panela e forma-se um fio); e uma parte do amendoim precisa ser moída.

Minha avó colocava um pouco do amendoim inteiro e uma outra quantidade já moída, e isso fazia o resultado ficar perfeito! E ela não untava lugar nenhum com manteiga: fazia com farinha de mandioca torrada, jogava no mármore e cobria com a mistura quente – o jeito mais tradicional. Pois é, farinha deve combinar com tudo mesmo…

Veja a receita completa no blog Sunday Slices!



 


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