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No dia 1º de setembro, o SindSaúde-DF recebeu seis dos 11 candidatos ao governo do Distrito Federal para o 2º Seminário “Eleições 2018 e o Movimento Sindical”, no Hotel San Marco. O caos vivenciado na saúde pública do DF foi o ponto de convergência entre os presentes, além do compromisso de derrotar Rollemberg já no 1° turno das eleições.

O descaso do atual governo com a pasta e o abandono aos pacientes e servidores foi consenso nos debates. Na oportunidade, todos destacaram e lamentaram a falta de políticas públicas para o cuidado e assistência à saúde mental e laboral dos trabalhadores da saúde.

Os candidatos se comprometeram com a isonomia e o pagamento da Gratificação de atividade Técnico-Administrativa (Gata). A Presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, lembrou enfaticamente que essas são conquistas dos servidores e seu pagamento é uma obrigação legal de qualquer governante sério.

A presidente da entidade organizadora do evento lembrou aos candidatos que não se tratava de uma proposta, mas de uma dívida que o próximo governador já herdará.

A proposta da construção de um Hospital Público para os servidores do DF foi entregue a todos os convidados pela direção do sindicato. A ideia é seguir o que já é feito em outros estados e que irá assegurar um atendimento qualificado na assistência e prevenção de doenças para todos os funcionários e seus dependentes. Cuidar do capital humano do Estado é investimento!

Veja o que os candidatos presentes prometeram:

Eliana Pedrosa
A candidata ao governo do Distrito Federal pelo Pros também prometeu quitar os pagamentos pendentes de insalubridade, horas-extras e pecúnia aos trabalhadores da Secretaria de Saúde (SES), além da Gata e a diferença das 4 horas, decorrente da isonomia.

Essa gratificação virou lenda! Quero dizer que, se está na lei, o primeiro que tem que cumprir leis é o governador"

Pedrosa disse também que pretende ter um canal de comunicação com os servidores, por meio dos sindicatos e pediu que a direção do SindSaúde apresente um plano para modernizar a carreira de assistência pública à saúde, buscando valorizar o servidor e dar mais eficiência ao Estado.

Alexandre Guerra (Novo)
Com o auditório lotado de servidores, o empresário e candidato ao governo do DF apontou a terceirização como possível saída para o melhoramento dos serviços da saúde pública.

Naturalmente, a proposta não foi bem recebida, porque além de insinuar um enfraquecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), foi falado sem embasamento técnico ou balizado num estudo estratégico de alguém que tenha conhecimento de causa. O candidato garantiu que irá priorizar a meritocracia em seu governo

O protagonista do serviço público é o servidor. O que somos contra é o indicado político que muitas vezes nem aparece para trabalhar"

Curiosamente, quando perguntado sobre como pretende valorizar e implementar essas ferramentas, alegou não ter conhecimento da máquina e orçamento para aprofundar no debate.

Antonio Guillen
O postulante ao Palácio do Buriti do PSTU disse que prefere manter e ampliar o atendimento de saúde à população e promover concursos públicos mesmo que a lei o impeça. “Não irei cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, podem me processar se quiserem”, afirmou o candidato socialista.

Fátima Sousa
A candidata ao governo pelo PSOL, ela afirmou que em sua gestão nenhum serviço da saúde pública será terceirizado. “Vamos criar uma mesa permanente de negociações com os servidores. Esse é um compromisso da governadora e da militante do SUS, de uma enfermeira que sabe a realidade”, afirmou.

Assim, como os demais candidatos também disse que vai pagar os direitos dos servidores.

Ibaneis Rocha
O candidato emedebista afirmou com veemência que, se eleito, acabará com o Instituto Hospital de Base e trará de volta ao DF a Fundação Hospitalar, hoje transformada em Secretaria de Saúde. Tal medida, segundo ele, garante a agilidade necessária na aquisição de insumos, materiais e serviços sem ferir a lei das licitações que garante a transparência no uso dos recursos públicos.

Garantiu também que descentralizará a gestão para dar mais autonomia e agilidade no atendimento. Se comprometeu, prontamente, com o projeto do Hospital do Servidor, pois acredita que os trabalhadores precisam de cuidados e não podem ficar na mendicância de favores e “quebra-galhos”.

Garantiu a Gata e a isonomia e a construir junto com as entidades e servidores a reestruturação das carreiras que está muito defasada.

Rogério Rosso
O candidato ao governo pelo PSD foi o último a conversar com os servidores no sábado (1º) e garantiu o pagamento da 3ª parcela do reajuste “no mais tardar no fim do 1° semestre” de governo. Afirmou que vai pagar os passivos com as pecúnias, porém, não detalhou data e nem a forma de pagar.

Disse que iria criar um plano de Saúde para servidores do DF, sem maiores informações. Durante o evento, recebeu a ideia da construção do Hospital do Servidor Público e se comprometeu a fazê-lo. Rosso prometeu pagar as dívidas do GDF com o setor privado e criar a cidade do servidor.

Destacou o Pólo de Saúde “com o avanço da tecnologia, tudo se resolve com um aplicativo. As pessoas poderão saber onde tem atendimento, antes de sair de casa, com um clique”.

Alberto Fraga
Apesar de ter confirmado presença, não compareceu. Os servidores presentes criticaram a situação: “Para enfrentar a categoria da Saúde num debate é preciso coragem”, disse um servidor contrariado.

RESGATE DA SAÚDE

Durante dois dias de intenso debate e diálogo com candidatos nas eleições 2018 a cargos em todas as esferas políticas, o Seminário SindSaúde reuniu aproximadamente 300 pessoas, entre autoridades, servidores da Saúde, membros de outras categorias e a sociedade civil.

Na oportunidade, todos os candidatos presentes receberam um “termo de compromisso” com as principais pautas dos servidores, sendo todas debatidas no evento. Somente o postulante Ibaneis Rocha assinou na hora. Os outros levaram o documento para “avaliar”. O documento será registrado em cartório.

“Foi um momento importante para apresentar aos candidatos as necessidades da Saúde no DF, visando a sua recuperação e melhoria, além de reforçar a luta do SindSaúde por melhores condições de trabalho para os servidores e o recebimento de todos os seus direitos”, afirmou Marli Rodrigues, presidente do SindSaúde-DF.



 


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