Conheça algumas marcas de slow beauty para seguir nas redes sociais

O objetivo do movimento é a busca por uma vida mais equilibrada, um tempo melhor gasto com bem-estar e não só o fim estético em si

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atualizado 20/09/2018 18:08

“Vamos mais devagar”. Essa é a mensagem da onda slow que começou a ganhar o branding no início dos anos 2000. Slow food, slow fashion e slow beauty não são apenas posicionamentos de marca e guidelines para a produção, mas também estilos de vida.

O movimento slow beauty prega o consumo consciente de cosméticos, incentiva o cliente a buscar marcas que usam insumos orgânicos, produzidos em pequena escala, sem conservantes químicos, de composição simplificada e, muitas vezes, vegano. O objetivo é a busca por uma vida mais equilibrada, um tempo melhor gasto com bem-estar e não só o fim estético em si. O planeta e os animais agradecem, e a cútis, nem se fala!

Para ser considerado um produto de beleza orgânico, o fabricante deve utilizar de 75% a 90% de insumos produzidos sem o uso de agrotóxicos, informa a Ecocert, organismo de inspeção e certificação a serviço do homem e do meio ambiente. As marcas de beleza slow ainda podem levar o selo “vegano” (sem ingredientes de proveniência animal), emitido pela Sociedade Vegetariana Brasileira, ou virem com o carimbo cruelty-free (não testados em animais). Além disso, a categoria slow beauty prega o não uso de parabenos e sulfatos, componentes que podem causar grandes distúrbios hormonais (parabenos) e prejudicarem o funcionamento normal do corpo (sulfatos).

A geração www e selfie é a responsável pela popularização e grande consumo de muitas dessas tendências. No Instagram tais marcas encontram campo fértil para fazer crescer seus princípios e ideias (e vender, é claro!).

Confira, agora, uma lista de marcas que se destacam pelo princípio slow beauty e se inspire pelas práticas notáveis de comunicação e geração de conteúdo destas empresas. Segui-las é uma aula de marketing!

Lush
Nossa primeira referência quando falamos de slow beauty. A operação foi fechada no Brasil este ano devido à alta carga tributária, à prolongada recessão econômica e à instabilidade política, mas a marca é sinônimo de carisma e inovação em cosméticos com responsabilidade ao redor do mundo.

Uma curiosidade: a empresa tem como filosofia não investir em comerciais de tv, mídia paga e muito menos posts pagos. A Lush acredita no potencial boca a boca e divulgação orgânica de seus clientes. O insta deles é um show de conteúdo criativo e a marca investe muito em vídeos.

Caudalie
A marca talvez não seja tão slow no volume de produção, mas foi pioneira na produção com menos químicos e mais natureza. A empresa foi criada em 1995 em Bordeaux, na França, quando Mathilde foi alertada que as sementes de uva do seu vinhedo continham um grande potencial estético. Em 2006, o empreendimento tomou a decisão de retirar todos os parabenos dos seus produtos.

Collabs inusitadas com marcas de moda, como a Cult Gaya, e parcerias com grandes embaixadoras, como Olivia Palermo Aime Song, são algumas das estratégias de marketing da Caudalie.

Simple Organic
Made in Brasil! Marca fundada pela publicitária Patrícia Lima, que começou a questionar a responsabilidade individual com o meio ambiente. Ela teve contato com o conceito de slow beauty, mas não encontrou na época empresas com as quais se identificasse. Patrícia então colocou em prática a sua experiência em marketing e se jogou na pesquisa.

 

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Be Organic. Be Simple. 🍃 Acredite na sua beleza natural, real e individual. ✨

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Entre as estratégias da marca, o lançamento constante de novidades e o investimento em influenciadoras nacionais, como Juju Norremose e Shantal Abreu.

Face it Beauty
Mais uma marca brasileira. A RP e fotógrafa de moda Elza Barroso, juntamente com a filha, seguiram o caminho natural da inovação: resolução de problemas. Criaram a marca com o objetivo de preencher essa carência de labels slow beauty no país. Empresa familiar vegana e com selo do PETA.

Yasmin Brunet, musa vegana brasileira, é cliente da marca.

 

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Que linda a @juliapontesgs com nosso #batomnude First Time e o constraste com o cabelo colorido. We are in love!!! E você, gosta?

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Baims Natural Makeup
A brasileira Luisa Baims viveu muitos anos na Alemanha e vivenciou de perto a onda dos alimentos e cosméticos orgânicos, visitou uma grande feira especializada no assunto e daí surgiu a ideia de criar a marca Baims. A empresária queria trazer para o Brasil alternativas de maquiagem vegana e orgânica de alta qualidade.

 

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Viva a sustentabilidade! A London Fashion Week 2018 será a primeira semana de moda da história a aderir ao movimento “fur-free”, ou seja, vai abolir peças com pele animal de todos os desfiles deste ano. A Baims aplaude de pé! Desde focas e chinchilas até raposas e linces, milhões de animais são mortos todos os anos para a confecção de casacos de pele no mundo. A principal representante desse movimento, é a estilista britânica Stella McCartney. Ela não usa produto algum de origem animal e vem sustentando uma clientela fiel desde o surgimento da marca que leva seu nome, em 2001. A nossa mega top model e ativista Gisele Bundchen também protesta contra o uso de peles de animais. Nesta foto da Vogue Paris Gisele posa com peles falsas e manda mensagem que usar peles de animais não é uma opção. “#modaconsciente #vegan #baims #baimsnaturalmakeup #crueltyfree

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No Instagram, apresenta conteúdo descomplicado, grande foco nas embalagens fotogênicas e parceria com grandes maquiadores.

Care
Mais um empreendimento brasileira para ficar de olho. Lu Navarro e Paty Camargo deixaram um pouco de lado as suas profissões — advogada e produtora de eventos, respectivamente — para se dedicar à causa do slow beauty. A marca está quase saindo do forno e o feed no Insta já é apaixonante.

SOBRE O AUTOR
Sarah Gomes

Formada em administração pela Universidade de Brasília (UnB), com mais de 10 anos de experiência em varejo. Trabalhou como buyer da Colcci e da multimarcas The Webster, de Miami. Em 2016, fundou a empresa de comunicação #PleasePostMe, que atende fortes marcas de moda, design e gastronomia de Brasília. Trabalhou ainda como influenciadora para com marcas como Adidas, RayBan e Grupo BHG de Hotéis. Em sua coluna no Metrópoles, fala sobre o mundo das mídias sociais, marketing e empreendedorismo.

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