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Imagens quentes para campanhas de moda fazem parte do nosso cotidiano há décadas. Algumas entraram para a história por utilizarem, criativamente, uma abordagem sensual, porém sutil. Outras, mais contemporâneas, vão além e creem que investir numa pegada erótica é o segredo para vender qualquer tipo de produto.

Seja qual for sua preferência, na coluna desta semana, selecionamos as propagandas mais provocantes que estamparam outdoors e revistas ao longo dos anos e algumas curiosidades sobre cada uma delas.

Brooke Shields, para Calvin Klein
Em 1980, a Calvin Klein anunciou que Brooke Shields estrelaria uma série de comerciais e fotos publicitárias clicadas pelo renomado Richard Avedon. Até aí tudo bem. Porém, ninguém esperava o resultado da campanha. Em uma das propagandas, a jovem estrela, com apenas 15 anos à época, questionava de forma sugestiva: “Você quer saber o que existe entre mim e minha Calvin? Nada”. O comercial foi banido das principais redes de televisão dos EUA. A justificativa? A frase insinuava que a atriz não estaria usando calcinha.

Além disso, o modelo usado por Brooke Shields era tão justo que algumas lojas americanas trouxeram um sofá para os clientes deitarem enquanto tentavam fechar os seus jeans. Quando perguntado sobre a abordagem de marketing, Calvin Klein declarou, infame: “Jeans é sexo. Quanto mais apertados forem, mais eles vendem”.

Richard Avedon/Divulgação/Calvin Klein

 

Marky Mark & Kate Moss, para Calvin Klein
Pulando para os anos 1990, Mark Wahlberg, até então conhecido como Marky Mark, se tornou o garoto-propaganda da Calvin Klein. A fama de bad boy foi complementada pela presença de Kate Moss, na época, uma adolescente.

Embora a campanha tenha feito sucesso, a modelo assumiu, anos depois, em entrevista à revista Vanity Fair, que fazer topless ao lado do ator não foi uma experiência satisfatória. “Tive um colapso nervoso. Eu tinha 17 ou 18 anos. Não consegui sair da cama por duas semanas. Pensei que ia morrer”.

A memória ruim dos bastidores não ofuscou o design da campanha. Recentemente, a marca investiu na mesma pegada  ao colocar Justin Bieber, Lara Stone e Kendall Jenner para atrair consumidores mais jovens.

Anna Nicole Smith, para a Guess
Em 1993, Anna Nicole Smith teve a tarefa de substituir Claudia Schiffer como garota-propaganda da Guess Jeans. A playmate da antiga Hollywood, com seios fartos e olhar sedutor, ia na contramão de qualquer supermodel. Isso sem falar na forte inspiração em Marilyn Monroe e na pegada americana dos cliques, divulgados em peso nos outdoors de Los Angeles. Foi exatamente isso que tornou a campanha memorável.

Divulgação/Guess
A coelhinha da Playboy morreu em 2007, mas a marca resolveu perpetuar seu legado. A filha da modelo, Dannielynn Birkhead, se tornou a protagonista de uma campanha da Guess Kids, em 2012.

Gucci
A Gucci não andava boa das pernas quando Tom Ford entrou para a marca, em 1994. A ideia do estilista para levantar a moral (e os lucros) da grife italiana foi investir pesado na sensualidade e, acreditem, ele conseguiu superar as expectativas, aumentando as vendas em 90%.

Além dos decotes reveladores e das tangas com o logotipo metálico da marca, estrategicamente colocados no centro do bumbum, o designer apostou em anúncios extremamente provocantes.

VogueRunway/Reprodução/Divulgação
O que causou mais estardalhaço, no entanto, foi um projeto realizado em conjunto com Carine Roitfeld e clicado por Mario Testino. Nele, a modelo Carmem Kass aparece abaixando a calcinha e revelando um “G” cuidadosamente demarcado por seus cabelos pubianos.

Divulgação


Os perfumes de Yves Saint Laurent
Yves Saint Laurent já tinha enfrentado o escrutínio do público quando lançou, em 1977, uma fragrância chamada Opium. O nome controverso fez com que o perfume fosse banido da Austrália e do Oriente Médio, mas não abalou sua popularidade. Só nos nove primeiros meses, o produto tinha alcançado recorde de vendas, gerando mais de 3 milhões de dólares para o bolso do estilista.

Divulgação
Anos se passaram e a polêmica ganhou proporções ainda maiores com a chegada do polêmico Tom Ford à marca. Usando a regra do “sexo vende”, o diretor criativo repetiu a estética usada na Gucci para alavancar as vendas da casa francesa em meados de 2000.

Na campanha polêmica do perfume, a modelo Sophie Dahl aparecia deitada nua em um lençol de seda, fazendo “carinha de quem tá gostando demais” (se é que vocês entendem). O anúncio recebeu diversas queixas e chegou a ser censurado na Inglaterra, sob a justificativa de “ser ofensivo e degradante” para as mulheres.

No entanto, isso não intimidou a YSL. Em 2002, o modelo Samuel de Cubber apareceu totalmente pelado para divulgar a M7, fragrância masculina da marca.

Divulgação

 


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