Templos hindus retratam ato sexual explícito em esculturas

Os templos de Khajuraho foram construídos pela dinastia dos Chandelas, que era seguidora do culto tântrico

atualizado 02/01/2020 15:48

Foto: Getty Images

A exemplo da Shunga – arte japonesa do século 17 que retratava cenas de sexo explícito, a antiguidade conta com mais movimentos e expressões de sexualidade do que se imagina. Ainda mais antigos que a técnica de xilogravura são os templos de sexo da Índia Central, datados entre 900 e 1130 d.C.

Khajuraho, pequena cidade no estado indiano Madya Pradesh, é um dos destinos mais procurados por turistas no país. O local conta com com o maior conjunto de templos hindus medievais, famosos por suas incontáveis esculturas eróticas.

A dinastia dos Chandelas, que comandou esta parte da Índia entre os séculos 10 e 12, era seguidora do culto tântrico, e também trazia a sexualidade como uma expressão artística. As esculturas retratam mulheres e homens interagindo em posições sexuais diversas, que envolvem, inclusive, mais de duas pessoas e animais.

Ao todo, são 25 templos preservados no complexo de Khajuraho, que é reconhecido pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. Ainda que não seja consenso, os seguidores do tantra acreditam que os templos tenham sido criados para promover o equilíbrio entre o feminino e o masculino por meio do ato sexual.

Originalmente, eram 85 templos construídos pelos Chandelas, mas a maioria foi destruída pelas dinastias islâmicas que reinaram entre os séculos 13 e 18. Vale ressaltar que não são todas as mais de 800 obras que retratam cenas de sexo, mas, sem dúvidas, estas são as que mais chamam a atenção do público.

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