Sete conselhos de Geisy Arruda para as mulheres gozarem como nunca

Com canal no YouTube sobre sexo, apresentadora e influencer ensina leitoras do Metrópoles a encontrarem a realização plena

Reprodução/InstagramReprodução/Instagram

atualizado 07/09/2019 16:54

Há 10 anos, uma jovem até então desconhecida chamou atenção da mídia após ser hostilizada por usar um vestido cor-de-rosa curto em uma faculdade. Uma década depois, Geisy Arruda continua quebrando tabus – e eles também esbarram na almejada liberdade feminina.

Se, ao ficar conhecida, lutava para vestir a roupa que bem entendesse, agora, batalha para que outras mulheres experimentem a liberdade de serem quem são, inclusive debaixo dos lençóis. Com o recém-lançado canal Ponto G no YouTube, a paulista pretende descortinar medos e falar sem receios sobre sexo, assunto do qual nunca fugiu.

A ideia é trocar experiências. “Ninguém sabe e entende sobre tudo. Algo pode ser muito bom para alguém e inaceitável para outras pessoas. O sexo tem a ver com a forma como você olha para ele, e tem muitas leituras. É o que move o mundo”, pondera.

Sexólogas, garotas de programa, atrizes pornôs. À Geisy, todas contam suas vivências, sem julgamentos ou certo e errado.

Em entrevista à coluna, a loira comprova que tem pulso firme e personalidade forte. Não apenas defende o direito ao próprio prazer como reafirma: “Apesar de gostar muito da ‘putaria’, o brasileiro não admite muitas coisas. Vendemos essa história do Carnaval, da sensualidade, mas é tudo fachada. As mulheres que se destacam por sua sexualidade são criticadas e julgadas.”

Assim como a influencer, você não tem medo e quer ir atrás da desejada realização sexual?  Separamos sete conselhos para dar o impulso necessário.

1 – Para começar, escolha um parceiro empático

“Vivemos em uma sociedade extremamente machista em que o homem aprendeu desde pequeno que tem que se satisfazer, literalmente, e é isso que importa. Poucos têm o cuidado e a cautela de saber se a mulher está gostando, se não está indo rápido demais. Infelizmente, isso acontece muito. Falta a consciência de que a mulher demora mais a sentir prazer, a entrar no clima, a gozar. Se você tem um parceiro e não pode falar sobre sexo com ele é melhor nem ter. Aconselho você a dar um tempo ou terminar esse relacionamento em que apenas se dá prazer, e não se recebe. Pense em você, em primeiro lugar. Não é por obrigação, mas por prazer, por amor.”

2 – Repense os estímulos pornográficos que recebe

“Sou muito questionada em relação à atuar em uma produção pornográfica. Infelizmente, alguns seguidores associam mulheres bem resolvidas, e pelo fato de ter um canal que abrange o tema, a atrizes desse segmento. Para gostar de transar não precisa virar uma estrela do mundo pornográfico, só transe. Não tenho nada contra e consumo esse tipo de conteúdo. Mas não acho que filmes pornôs representem o que é sexo. A farsa de ter várias câmeras, e ter que fingir. Se já é difícil para uma mulher em casa conseguir um êxtase verdadeiro com o marido, imagine uma atriz.”

3 – Já pensou em um ménage “remoto”?

“Gosto de ver filmes pornôs lésbicos. O sexo entre duas mulheres é muito belo. Indico a casais que querem dar uma apimentada na relação. Seria uma forma de colocar uma ‘terceira pessoa’, o que é maravilhoso. Assisto alguns e consigo ver, na mulher, o real prazer.”

4 – Masturbação é amor – literalmente

“Comecei a descobrir quão maravilhoso é fazer sexo sozinha ainda adolescente, com 13 anos. Pratico quase todos os dias. É o ápice do desejo por você mesma. As pessoas deveriam se masturbar diariamente. Deveria ser como tomar água, uma obrigação. Nada mais é que o autoconhecimento do corpo. Se for aqui, ligo esse botão ali, e tudo acontece. Vibradores ajudam a estimular o clítoris e massagear a genitália. A mão, entretanto, é a grande aliada. Se as mulheres se masturbassem com mais frequência não teriam essa necessidade louca de achar que só serão felizes ao lado de um homem, nem que seja um ‘embuste’, que não te respeita nem valoriza, a trata como um objeto para ejacular. Fico sozinha o tempo que for necessário, mas não me entrego a qualquer um. Esse amor próprio vem da minha liberdade sexual, e de saber ter prazer sozinha.”

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5 – Se toque sem medo – inclusive na hora do sexo

“A maneira mais fácil para mulheres chegarem ao orgasmo é a masturbação. Massagear o clítoris é meio caminho andado. Até mesmo na hora da penetração, continuar estimulando, os dois ao mesmo tempo, acelera e ajuda a gozar. Ache uma posição que te deixe confortável e faça paralelamente ao parceiro.”

6 – Se “der ruim”, seja bacana com o crush

“Já presenciei ao menos 7 problemas de ereção e com pessoas diferentes, rapazes novos e saudáveis. Em uma das vezes, disse que senti que ele estava tenso, pedi que apenas sentássemos e conversássemos. Chega a ser irônico, mas, hoje, quando saio com um homem, ele vem tenso pois sabe que eu sou experiente. Se acontecer uma segunda, terceira, quarta vez, aí é bacana ir ao médico. Homens também têm insegurança, a diferença é que neles aparece mais rápido. Só de olhar, percebemos que não está legal.”

7 – Abra o jogo sobre suas vontades

“Apesar de gostar muito da ‘putaria’, o brasileiro não admite muitas coisas. Vendemos essa história do Carnaval, da sensualidade, mas é tudo fachada. As mulheres que se destacam por sua sexualidade são criticadas e julgadas. O meu fetiche de comerem algo em cima de mim é super tranquilo. Ainda não realizei mas pretendo, e logo. O propósito é ser uma banquete, e as pessoas – sim, porque pode ser mais de um – se deliciando com algo. Preciso realizar e será prazeroso.”

SOBRE O AUTOR
Rebeca Oliveira

É formada em comunicação social e pós-graduada em jornalismo digital e produção multimídia pelo Centro Universitário Iesb. Possui cursos nas áreas de jornalismo de moda pela Escola de Negócios da Moda (EnModa) e de fotografia pela Universidade de Brasília (UnB). Atuou como repórter de cultura e gastronomia no Correio Braziliense e de comportamento nas revistas Encontro Brasília e Encontro Gastrô. Como freelancer, colaborou com portais como o HuffPost Brasil. Durante dois anos, foi editora-chefe do site e redes sociais do GPS|Lifetime.

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