“Poderia ter sido eu”, diz Anitta sobre tragédia de Paraisópolis

A cantora criticou a ação da polícia e elevou a cultura do funk, com a qual manteve contato desde criança

atualizado 03/12/2019 19:16

Reprodução / Instagram

Anitta comentou a tragédia de Paraisópolis, a maior favela de São Paulo, por meio de vídeos publicados nas redes sociais, nesta terça-feira (03/12/2019). A funkeira lamentou as mortes após ação policial durante um baile funk, no domingo (1º/12/2019), e questionou as autoridades.

Criada em comunidade, Anitta se colocou no lugar dos jovens que viveram cenas de terror. “A única coisa que eu consigo pensar é que, se fosse há alguns anos, poderia ter sido eu, minha mãe e meu irmão uma dessas pessoas [mortas]”, disse.

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“Uma das coisas que eu mais fazia, quando estava começando a cantar, era cantar em baile de favela, festa de favela. Poderia ter sido um de nós”, emendou Anitta.

A funkeira ainda criticou a ação dos policiais. “O fato de ser uma festa com presença de drogas ilícitas e com presença de criminosos não justifica você sair entrando e atirando”, refletiu.

“Mas e se [o criminoso] tivesse entrado num super festival respeitado? Ia sair entrando atirando? Tem vários festivais respeitados que têm drogas, um monte d egente roubando”, disse ela.

“Se o funk incomoda tanto, se o baile funk incomoda tanto, vai na raiz do problema, ué. Que não é matar as pessoas, sair limpando e jogando pra debaixo do tapete. É dar educação de verdade, qualidade de vida para as pessoas”, concluiu a artista.

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