MC Carol é convidada para filme, mas não entende nada: “Tava perdida”

Apesar do perrengue, a funkeira anunciou que gostaria de mudar de carreira e se tornar atriz

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atualizado 07/08/2019 18:24

MC Carol recebeu um convite inusitado há três anos para participar do filme No Coração do Mundo, que estreou em 1º de agosto. Os diretores Gabriel e Maurílio Martins apostaram no potencial da funkeira, mas ela não entendia nada de dramaturgia e, por isso, se enroscou toda.

“Deixei para ler o texto de última hora, achando que era época da escola, que bastava ler alguma coisinha antes das provas. Quando cheguei a Belo Horizonte [o filme foi gravado em Contagem, na região metropolitana] só pensava em como estava perdida”, contou Carol ao jornal Extra.

“Deu vontade de chorar. As gírias, o jeito de falar, era dos mineiros e não meu. Foi aí que os meninos me deixaram à vontade e incluíram uma cena em que falo que vim do Rio para BH para cuidar da minha avó. Incrementei minhas gírias e até contei histórias reais. Tomara que todos os diretores sejam assim”, disse a artista.

Na obra brasileira, Carol dá vida a Brenda Lee, que se recusa a dar dinheiro ao melhor amigo, Marcos (Leo Pyrata). Na vida real, a cantora já agiu da mesma forma com pessoas próximas.

“Hoje em dia não me pedem tanto dinheiro porque eu fui cortando, mas no começo da minha carreira era demais. Era insuportável porque eram amigos, familiares e até pessoas que eu nem tinha intimidade me pedindo empréstimo. Eu era burrinha, dava e o dinheiro não voltava”, explicou.

Ainda à publicação, Carol garantiu que, apesar do perrengue, gostaria de atuar em outro trabalho. “Tenho vontade de fazer mais filmes e se uma novela tiver alguma coisa nesse pique, estou dentro. É que agora esses papéis são mais fáceis para mim. Eu quero investir na atuação, pretendo chamar uma preparadora para me ajudar, mas vamos com calma”, declarou.

SOBRE O AUTOR
Saullo Brenner

Integrante da equipe do portal desde agosto de 2017, atua como repórter e social media. É autor do livro A Confissão de Palomino, publicado em 2019 pela Editora Metrópoles, e foi finalista do Prêmio Abracopel, na categoria Internet, em 2018.

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