Ana Cañas tem foto de topless deletada do Instagram: “Hipocrisia”

A cantora voltou a postar a imagem, dessa vez com o mamilo coberto, e fez um textão para reclamar da decisão do Instagram

Reprodução/InstagramReprodução/Instagram

atualizado 04/09/2019 16:46

Ana Cañas, cantora conhecida por seu posicionamento feminista, postou na terça-feira (03/09/2019) uma foto no Instagram que deu o que falar. A imagem incomodou tanto algumas pessoas que foi denunciada e deletada da rede social.

O clique mostrava o seio de Ana Cañas sem roupa, algo que infringe as regras do Instagram. Na legenda, estava escrito: “Livre louca puta loba plena santa selvagem malokêra desbocada fogo fada sensata lua útero xota raios além transbordante visceral. infinitas. Tentam nos definir, mas a verdade é que somos mulheres haciendo la revolución. Que empieze el matriarcado”.

Indignada com a decisão da rede social, Ana Cañas voltou a postar a foto. Dessa vez ela cobriu o mamilo, tirou um print do comunicado do Instagram informando a exclusão da foto original e escreveu uma longa legenda criticando a atitude. Leia na íntegra:

“Denunciaram e o Instagram deletou. A censura dos mamilos femininos é hipocrisia e ferramenta feroz de manutenção dos privilégio patriarcais. Estamos cansadas do controle, da objetificação e da sexualização dos nossos corpos.

Eu recebo fotos dos falos masculinos toda semana no meu inbox. O movimento #freethenipple é uma campanha de equidade de gênero que reúne mulheres feministas ao redor de todo o mundo para que essa censura acabe. Às mulheres e aos homens deveriam ser concedidas a mesma liberdade e proteção, nos termos da lei.

A exposição das auréolas femininas e o topless são considerados um ato de exposição indecente (crime), sendo que esse privilégio é concedido aos homens.

Direitos de proteção? A objetificação do corpo feminino é o grande alicerce patriarcal que promove, entre outros, a cultura do estupro. Até quando veremos esse controle que estimula a sexualização?

Precisamos debater esse tema urgentemente e o silêncio dos donos das empresas de comunicação na rede, como Google, Instagram e Facebook (eles permanecem calados). Cerceiam nossa liberdade mesmo com protestos diários ao redor do mundo.

Exigimos igualdade e seguiremos lutando e denunciando. Nossos corpos, nossas regras.”

SOBRE O AUTOR
Luisa Ikemoto

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), em 2013. Fez curso de atualização em Comunicação Eficaz em Redes Sociais, Comunicação e Mídia/Multimídia na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e Monitoramento de Mídias Sociais no Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IBPAD). Atuou como repórter e social media no Correio Braziliense. Vencedora do Prêmio Petrobras de Jornalismo na categoria regional Norte/Centro-Oeste/Minas Gerais em 2014, com reportagem sobre responsabilidade socioambiental.

Últimas notícias