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Quem imagina o dia seguinte de Napoelão após ser derrotado em Waterloo?

Ele que vinha da abdicação, do exílio em Elba de onde fugiu para reacender a (própria) esperança de mais uma vez triunfar sobre a Europa e, naquela tarde lamacenta em solo belga, viu seu próprio castelo desmoronar frente ao grande inimigo, a velha Albion.

A derrota que constitui o encerramento de um ciclo sem alcançar a meta almejada se apresenta basicamente como dor. Daquelas penetrantes em todas as camadas sociais, capaz de atingir cada brasileiro que respeite sua bandeira e faça jus aos 11 números do seu CPF.

Dá uma saudade danada daquele tempo (em que tudo era melhor), quando o CPF se chamava CIC e o futebol brasileiro era o melhor do mundo, no campo e no papel, na teoria e na prática.

Porém, neste momento, com a ferida ainda aberta, eu só penso em continuar. Quero que o futebol brasileiro olhe pra frente e siga perseguindo seu sonho.

E, para isso acontecer, sob a minha humílima perspectiva, é necessário reafirmarmos nosso compromisso com nosso comandante em chefe, o Sr. Adenor Leonardo Bacchi – o Tite.

Ele foi o grande responsável pelo nosso resgate moral, logo após a hecatombe em nossa autoestima pelos resultados escatológico de duas Copas América e um mundial.

WILLIAM VOLCOV/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

 

Desde Telê Santana, que dirigiu a Seleção em 1982 e 1986, não tivemos um treinador realizando um trabalho por dois ciclos (de 4 anos) seguidos. Está na hora de mudarmos isso.

Pela Copa que fez e, principalmente, pelo reposicionamento do futebol brasileiro, Tite merece essa distinção.

Confio, inclusive, que sob Tite, o time chegará ainda mais forte na Copa do Qatar em 2022. Calma, o hexa é só uma questão de tempo. A alma se alimenta de SONHO. Não deixe de sonhar o seu.

A propósito, ninguém falou melhor sobre isso do que Sebastião da Gama, desfrutem:

Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.

Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.

Chegamos? Não chegamos?
– Partimos. Vamos. Somos.



 


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