Marcela Tavares, do Chupim, diz ter sofrido assédio na Rádio Metropolitana

Apesar de Marcela, que fazia o Chupim, ter procurado seus superiores para relatar o caso, a Rádio Metropolitana não apresentou solução

atualizado 16/09/2020 18:41

Marcela Tavares Reprodução

A atriz e comediante Marcela Tavares relatou, em entrevista à coluna, que se sentiu humilhada em diversas ocasiões pelo apresentador Marcelo Barbur, conhecido como Beby, na Rádio Metropolitana, onde os dois trabalhavam juntos no programa Chupim. “Não sei ao certo o que caracteriza ‘assédio moral’ legalmente, porém, me senti muito constrangida”, afirmou.

O programa Chupim está no ar desde 1996 e é famoso por passar trotes telefônicos. “É um programa de humor, mas diversas vezes, eu percebia que algumas ditas ‘brincadeiras’ eram, na verdade, com o intuito de me diminuir e humilhar perante aos outros colaboradores da empresa e aos ouvintes”, contou Marcela, que trabalhou na atração durante 10 meses.

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“Por diversas vezes me senti muito constrangida e humilhada, tanto pessoalmente, quanto durante o programa”, afirmou. Ela contou que aguentou o assédio durante tanto tempo por ter medo de ficar desempregada, devido à falta de oportunidades durante a pandemia. No entanto, ao não aguentar mais os abusos, a comediante decidiu pedir demissão do emprego.

Apesar de Marcela ter procurado seus superiores para relatar o caso, a Rádio Metropolitana não teria apresentado nenhuma solução. “Após o meu pedido de demissão, recebi desculpas de um dos donos da rádio, dizendo que lamentava o ocorrido, e que a rádio preza pelo respeito no ambiente de trabalho. Mas eu acho que ele não foi punido pela empresa pelo comportamento abusivo”.

A situação vexatória ainda teria gerado outro pedido de demissão. “Depois do episódio, a produtora do programa também pediu demissão porque se sentiu constrangida em continuar no mesmo ambiente, já que eles acharam que foi ela que havia me contado. ‘Duas mulé desempregada’, eles disseram.”

Em seus stories no Instagram, Marcela afirmou que trabalhou presencialmente durante o isolamento social e que foi infectada pelo Covid-19 dentro da Rádio Metropolitana e nem assim foi dispensada. A comediante ainda relatou o episódio de humilhação que a levou a pedir demissão, quando precisou deixar o prédio da rádio descalça porque haviam escondido seu chinelo. Procurada pela Coluna Leo Dias, a Rádio Metropolitana não respondeu às acusações até a última atualização dessa matéria.

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