“Irei morrer como comecei: funkeira do morro”, diz Valesca Popozuda

Ao lançar Me Come e Some, parceria com o Heavy Baile, a funkeira volta às origens do proibidão

atualizado 22/10/2020 12:41

Divulgação

Valesca Popozuda acaba de lançar mais uma canção para fazer parte da sua vasta lista de hits. Me Come e Some é uma parceria com o grupo Heavy Baile, que já trabalhou também com nomes como Mc Rebecca, Tati Quebra Barraco e Pocah. A faixa já está sendo apontada pelos fãs da cantora como um aceno aos primórdios de sua carreira, lá de quando ela ainda assinava como a líder do grupo Gaiola das Popozudas. Em entrevista à coluna, Valesca comentou sobre essas suposições de sua volta ao funk proibidão e revelou quais suas inspirações dentro do mercado musical.

“Eu segui o seu conselho, Leo. Eu recebi este conselho no dia da Live Proibida no Instagram e você me disse: ‘Valesca, você nunca deveria ter saído do proibidão’. Quando ouvi a música, me apaixonei na hora. O Heavy Baile me chamou pelo fato de as minhas lives de proibidão terem feito sucesso, acredito. A galera ficou animada, recebi muita música, mas o convite do Heavy era o que eu precisava”, disse.

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A ex A Fazenda fez questão de mostrar que não se importa com comentários maldosos e estereótipos que parte da audiência tenta lhe inserir. “Eu trabalho com a profissão [cantora] mas sei que não tenho a melhor voz. Costumo dizer que encanto e não canto (risos). Sou aquela que puxa muito bem um baile funk, sabe. Mas não quero ficar apenas conhecida como funkeira. Quero poder fazer aquilo que eu bem entender, sabe? Eu quero e gosto de passear em vários ritmos e poder ter várias ideias. Mas sei que irei morrer como comecei, sendo a funkeira do morro”, contou Valesca.

A dona do hit Beijinho no Ombro é uma grande fã do Heavy Baile e acredita que a parceria é um acerto. A carioca disse também que, por um momento em sua carreira, teve de aceitar todas as ordens de quem estava acima dela e só hoje possui liberdade artística para fazer o que deseja. “Eu me renovei. Posso falar isso de coração aberto para você, sabe? Quando ouvi a música Me Come e Some e fui gravar, voltei para Valesca lá do início. E sabia que era isso o que queria. Eu sempre gostei do funk raíz, mas precisei seguir a linha dos meus empresários. Hoje, sou eu quem escolho tudo”, revelou. “Fiz 20 anos de carreira, pensei em dar ao público o que me fez ficar conhecida, o proibidão está de volta. Os rótulos não me incomodam. Amo e sou a Valesca do proibidão mesmo”, completou.

Valesca fez questão de pontuar que as mulheres ainda enfrentam desafios dentro do cenário do funk devido ao machismo, mas afirma que ela e muitas outras lutaram para mudar essa realidade. “Isso diminuiu, mas não se quebrou ainda. Os mais conservadores sempre vão julgar uma mulher no funk e dizer que isso é algo abominável. Mas posso dizer que este dado diminuiu bastante”, reforçou. “Eu sempre me inspirei no Catra, sou cria dele, mas posso dizer? A Ludmilla tá fazendo um trabalho incrível também. A Lexa, a Rebecca, Gabily e várias outras. Hoje em dia, me inspiro no que elas fazem. Eu acho legal acompanhar o novo”, finalizou.

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