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O sucesso na economia em 2019 tende a se repetir em 2020

Ninguém mais nega que 2019 foi um ano de sucesso para a economia brasileira – nem a oposição gosta de falar no assunto, por não ter do que falar mal. Também não há em circulação nenhuma proposta alternativa à política que vem sendo executada pelo governo – não proposta à sério, para valer, sinal de que não há divergências essenciais em relação às ações tomadas até agora pelo ministro Paulo Guedes e sua equipe.

A grande questão, daqui para frente, é saber se o ano de 2020 vai trazer as reformas indispensáveis para eliminar mais um bloco de amarras que seguram o crescimento do Brasil. Serão elas que vão consolidar os avanços obtidos no ano passado e abrir novas avenidas para a criação e fortalecimento do sistema de liberdades econômicas que o país precisa para dar certo em seu futuro mais próximo.

Se, ao final das contas, for feito metade do que é preciso fazer, pode ficar certo de uma coisa: o ano terá sido um grande sucesso, e o balanço final positivo dos quatro anos da presente administração estará praticamente garantido. O grau de toxicidade dos problemas que o país tem hoje é de tais proporções que qualquer mudança fará diferença – até porque, com quase certeza, não serão criados problemas novos.

Por exemplo: um avanço na privatização do sistema de saneamento básico, por mais distante que fique do ideal, será um sucesso, quando se leva em conta que 95% dessa área é operada por estatais – que conseguem não atender 100 milhões de cidadãos brasileiros.

Uma modernização modesta da área fiscal, com a mera simplificação das formas de pagar impostos, será vital – tamanha a situação de demência que foi construída no setor. O mesmo se pode dizer da reforma administrativa e de outras modificações que estão para ser apreciadas.

É animador, nesse sentido, que pareça não haver ninguém achando que vai sair disso tudo com o título de marechal da vitória – pelo simples fato de que não haverá nenhum marechal da vitória. Quando os encarregados de tomar as decisões se contentam em admitir que são todos, do mais alto ao mais anônimo, apenas parte de uma engrenagem, as coisas tendem a sair mais rápido. Mais importante que tudo: melhoram as chances de se fazer efetivamente algum progresso, em vez de não se fazer nada.

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Metrópoles

J.R Guzzo

É jornalista e colunista do Metrópoles. Na década de 1960, foi subsecretário da edição paulista do jornal Última Hora. Entrou na Editora Abril em 1968 e dirigiu o mais importante título do grupo, a Veja, entre os anos 1976 e 1991, tendo ainda atuado no Conselho Editorial da Abril. Escreveu uma coluna na revista até 2019.

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