Com calúnias e injúrias, esquerda faz ataque direto à democracia

Ninguém tem o direito de substituir a discordância de pontos de vista pelo insulto. Isso não é debate político. É atividade criminosa

Cleia Viana/Câmara dos DeputadosCleia Viana/Câmara dos Deputados

atualizado 14/02/2020 11:09

Está certo um deputado federal usar o seu lugar e a sua imunidade penal para praticar abertamente crime de injúria contra alguém, autoridade ou não, que vai depor na Câmara? É claro que está errado. Ninguém tem o direito de substituir a discordância de pontos de vista pelo insulto.

Mas é um tipo de conduta que vai se tornando, cada vez mais, o modo de operação natural dos partidos de esquerda no debate político. Só que isso não é debate político. É atividade criminosa. É a negação da livre troca de ideias. É a sabotagem contra a diversidade legítima de opiniões. É um ataque direto à democracia.

Pouco tempo atrás, um deputado ofendeu o ministro Paulo Guedes numa comissão da Câmara, dizendo que ele era um “tchutchuca” de milionário. (Ouviu, de volta, que “tchutchuca é a mãe”).

Ainda outro dia, um deputado do PSol disse que era preciso “destruir” o governo brasileiro – governo que só está aí porque foi livremente eleito, da forma mais democrática possível, pela maioria do eleitorado.

Ameaça
Agora, um deputado desse mesmo PSol, durante os trabalhos da comissão que estuda o projeto de cumprimento das penas após a condenação em segunda instância, insultou diretamente o ministro Sergio Moro, na sua presença, chamando-o de “covarde” e de “capanga de milícia”.

Adicionou calúnia à injuria, por sinal, atribuindo a Moro o crime de usar a Polícia Federal para proteger criminosos.

É uma atuação sistemática contra as instituições, a liberdade política e o Estado de Direito. Dizem que o governo “ameaça” a democracia brasileira. Mas são eles, e ninguém mais, que estão fazendo as ameaças.

* Este texto representa as opiniões e ideias do autor.

SOBRE O AUTOR
J.R Guzzo

É jornalista e colunista do Metrópoles. Na década de 1960, foi subsecretário da edição paulista do jornal Última Hora. Entrou na Editora Abril em 1968 e dirigiu o mais importante título do grupo, a Veja, entre os anos 1976 e 1991, tendo ainda atuado no Conselho Editorial da Abril. Escreveu uma coluna na revista até 2019.

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