Vídeo: Renato Santana elogia Ibaneis por nomear gestor alvo do MPC-DF

Ex-vice-governador gravou mensagem de apoio ao atual titular do Buriti por ter nomeado Sidrack Correia na Secretaria de Projetos Especiais

atualizado 03/07/2019 10:25

Igo Estrela/Especial para o Metrópoles

O ex-vice-governador Renato Santana (PSD) quebrou o silêncio e decidiu baixar o tom crítico contra a gestão de Ibaneis Rocha (MDB). O desafeto de Rodrigo Rollemberg (PSB) gravou um vídeo – e espalhou nas redes sociais – com o objetivo de elogiar o atual chefe do Palácio do Buriti por ter escalado um “camarada” para integrar o time do Governo do Distrito Federal.

“Governador, você sabe que sou crítico, mas como rodo muito pela cidade, volta e meia encontro as pessoas por aí, meu amigão. Mas sei elogiar também. E eu estou passando para parabenizar. Até que enfim achei uma figura boa no seu governo. Esse é o cara que sabe muito e pode contribuir mais do que você imagina, viu? Grande Sidrack. Se aquela SPU [Secretaria do Patrimônio da União] continuasse na mão desse cara, tenho certeza de que você já teria acelerado meio mundo de regularizações. Essa, talvez, tenha sido uma das melhores aquisições [do seu governo]. Escreve aí”, elogiou Santana.

O pessedista refere-se ao ex-titular da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) Sidrack Correia, que foi alvo do Ministério Público de Contas do Distrito Federal em uma representação no Tribunal de Contas local (TCDF). O MPC solicitou a suspensão, em medida cautelar, dos efeitos da nomeação de Sidrack como chefe da Unidade Executiva do Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas, da Secretaria de Projetos Especiais. Em 22 de maio de 2019, Sidrack deixou o cargo e foi nomeado como chefe do Escritório de Processos do gabinete da mesma pasta.

Na peça, o procurador Demóstenes Tres Albuquerque embasou seu pedido ao apontar uma condenação de Correia por improbidade administrativa, que transitou em julgado no dia 26 de outubro de 2016. Segundo o membro do MPC, eventuais atos praticados pelo indicado, “em razão dos vícios que circundaram sua nomeação”, são inválidos. “É necessário seu afastamento do cargo para que não pratique atos que possam vir a ser objeto de anulação futuramente, além de preservar os cofres distritais do pagamento de salários de forma indevida”, completou na representação.

Em tempo: embora a liminar tenha sido negada, o processo ainda tramita no TCDF e aguarda decisão de mérito dos conselheiros.

Veja o vídeo: 

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