TCDF contrata pessoas com deficiência para digitalizar processos

Nos próximos meses, os processos físicos que ainda tramitam na Corte serão digitalizados. Ao todo, são 2,7 milhões de documentos

Divulgação/TCDFDivulgação/TCDF

atualizado 09/10/2019 19:00

Os processos físicos que ainda tramitam no Tribunal de Contas do DF (TCDF) serão digitalizados. A Corte recebeu nesta semana um grupo de profissionais formado por pessoas com deficiência que vão realizar o trabalho nos próximos meses. Eles começaram a atuar na segunda-feira (07/10/2019). Ao todo, são seis digitalizadores, sendo quatro com déficit auditivo e dois com deficiência física, além de um supervisor com formação em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

O grupo vai digitalizar mais de 2,7 milhões de documentos e imagens. Eles foram selecionados pela Associação de Centro de Treinamento de Educação Física Especial (Cetefe), contratada pelo TCDF para a realização do serviço.

A Cetefe é uma associação sem fins lucrativos, que executa um programa social de trabalho e inclusão tecnológica de pessoas com deficiência. A associação oferece capacitação profissional e promove a inclusão dessas pessoas no mundo do trabalho em instituições públicas e privadas.

TCDF sem Papel

A digitalização dos processos físicos faz parte da iniciativa TCDF sem Papel. O projeto, já em desenvolvimento, inclui outras três ações a serem implementadas: o Protocolo Digital, que permitirá o recebimento, vista e cópia de processos e documentos em meio digital; o Barramento PEN, que trata da interoperabilidade entre o sistema de processo eletrônico do Tribunal (e-TCDF) e o Sistema Eletrônico de Informações (SEI); e a Expedição Digital, que permitirá a emissão de documentos para terceiros em meio digital.

Além de reduzir significativamente o consumo de papel, a digitalização dos processos contribui para maior eficiência e celeridade das ações de controle externo, pois elimina rotinas desnecessárias e proporciona maior acessibilidade aos documentos produzidos pelo Tribunal.

SOBRE O AUTOR
Manoela Alcântara

Formada em jornalismo pelo Icesp. Trabalhou na Voz do Brasil, no Jornal de Brasília e no Correio Braziliense. Ganhadora de dois prêmios Sebrae de Jornalismo Econômico, uma das vencedoras do 1º Prêmio Polícia Federal de Jornalismo, jornalista destaque da Universidade de Brasília (UnB) por três vezes consecutivas. Repórter de Política local do Metrópoles desde 2015.

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