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Risco de 2ª onda faz GDF descartar mais servidores no trabalho presencial

Atualmente, equipes se revezam em dois turnos para reduzir fluxo em repartições. Contudo, 40% do funcionalismo permanece em teletrabalho

atualizado 05/12/2020 8:47

palácio do buriti Raimundo Sampaio/Esp. Metrópoles

A fim de evitar que a quantidade de pessoas em órgãos públicos aumente, o Governo do Distrito Federal (GDF) decidiu não realizar novas convocações para a volta ao trabalho presencial. Assim, cerca de 40% dos funcionários que estão em teletrabalho devem permanecer com a modalidade de atuação domiciliar até nova ordem.

De acordo com a Secretaria de Economia, a medida tem como principal objetivo preservar os servidores incluídos no grupo de risco da Covid-19. O monitoramento mostra que, nos últimos dias, houve acréscimo no índice de infecções causadas pelo novo coronavírus no Distrito Federal. Por isso, a determinação é preventiva.

“Ainda estamos num momento de alerta, diante, inclusive, da anunciada segunda onda. Até que seja confirmada, é mais do que prudente não ampliar o trabalho presencial e aperfeiçoar o teletrabalho para que o serviço público de qualidade continue sendo prestado”, ponderou o secretário de Economia do DF, André Clemente.

Decreto

A definição ocorre quase um mês após o governador Ibaneis Rocha (MDB) ter autorizado o trabalho presencial de quem ainda prestava o serviço por meio da internet. O decreto assinado em 8 de outubro definiu as regras para a volta das equipes aos órgãos públicos e às entidades da administração direta, indireta, autárquica e fundacional do Poder Executivo.

À época, as exceções foram para servidores integrantes do chamado grupo de risco da Covid-19. São pessoas com 60 anos ou mais, gestantes e lactantes, além de trabalhadores de qualquer idade que apresentam comorbidades, como cardiopatias, diabetes, pneumopatias, doença renal, obesidade e outras.

Também mantiveram o trabalho domiciliar, os responsáveis pelo cuidado de uma ou mais pessoas com suspeita ou confirmação de diagnóstico de infecção pela Covid-19, determinada por prescrição médica ou por recomendação.

Em outubro, 48 mil funcionários que estavam em regime de teletrabalho foram autorizados a retornar gradativamente para as atividades presenciais. Contudo, coube a cada órgão definir o cronograma.

Regras

Os servidores que estão trabalhando fisicamente nas sedes dos órgãos públicos locais precisam cumprir algumas regras. Entre elas, avaliar a necessidade de estar no ambiente presencial e um possível revezamento. A alternância pode ser feita em turnos ou dias.

Além disso, deve ser garantido o afastamento imediato do funcionário que demonstrar quaisquer sintomas compatíveis com a enfermidade decorrente da Covid-19.

É necessário, ainda, que todos os protocolos para prevenção da Covid-19 sejam observados, como o uso de máscaras e a higienização das mãos com álcool em gel 70%.

Os dirigentes precisam observar as regras da Organização Mundial da Saúde (OMS) de higienização permanente de assentos e outros objetos que tenham frequente contato humano.

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