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A prisão devido à Operação Conexão Brasília melou os planos do ex-secretário de Saúde Rafael Barbosa (na foto de destaque, ao lado do ex-governador petista Agnelo Queiroz). O médico é terceiro suplente da coligação PT-PRB-PCdoB-PP-PSC e Pros e mantinha tratativas para assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados nesta reta final de legislatura.

Barbosa, que já foi filiado ao PT e hoje está no MDB, negociava com o segundo suplente da coligação, Roberto Policarpo (PT), para que o ex-correligionário não assumisse a vaga liberada com a posse, no dia 1º de janeiro, do atual ocupante, Vitor Paulo (PRB). O bispo da Igreja Universal do Reino de Deus foi anunciado como secretário de Relações Institucionais no futuro governo Ibaneis Rocha (MDB). Barbosa teria, então, um mês com foro privilegiado, uma vez que a atual legislatura se encerra apenas no início de fevereiro.

O ex-secretário de Saúde queria apenas ter a certeza de que o titular da cadeira, Ronaldo Fonseca (sem partido), que ocupa a Secretaria-Geral da Presidência da República, não retornaria ao mandato após o fim do governo de Michel Temer (MDB). Não deu tempo: a operação da Polícia Civil aconteceu antes.



 


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