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Preso na Papuda há quase dois anos, mesmo com o direito de cumprir pena em regime semiaberto, Henrique Pizzolato não poderá deixar o complexo penitenciário no saidão do Dia dos Pais, nesta sexta-feira (11/8). Apesar de já haver decisão que permite ao ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil passar as manhãs e as tardes fora da cadeia, um entrave burocrático ficou no caminho de Pizzolato entre a prisão e a liberdade.

De acordo com a Portaria nº 1/2017, da Vara de Execuções Penais (VEP), um dos requisitos para que os sentenciados usufruam da benesse é que a autorização seja concedida 30 dias antes dos períodos fixados no calendário das saídas. No caso, a decisão da juíza Leila Cury, da VEP-DF, é do dia 12 julho. O prazo para a próxima saída — a desta sexta —, no entanto, seria o dia 11. Agora, Pizzolato só poderá deixar a Papuda no dia 15 de setembro, próximo período de saída temporária.

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A família e a defesa do apenado do mensalão defendem o direito de o ex-diretor do BB sair já nesta sexta e aproveitar em casa os três dias previstos no calendário.

Segundo o advogado José Carlos Carvalho, passaram-se 70 dias desde que o cliente conseguiu o benefício do semiaberto, mas até hoje Pizzolato não deixou a Papuda. “Quero questionar aqui a quem interessa isso. Quais são as razões? Outros apenados já foram indultados e muitos estão, inclusive, implicados na Lava Jato”, reclama.

Pizzolato foi condenado em 2012 no escândalo no Mensalão a 12 anos e 7 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Preso na Itália em fevereiro de 2015, o ex-diretor do BB cumpre pena, desde outubro de 2015, no Centro de Detenção Provisória (CDP) da Papuda. No fim de maio, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu a Pizzolato progressão ao semiaberto.

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