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A derrota do deputado Federal Alberto Fraga na disputa da liderança do DEM, ocorrida nessa terça-feira (6/2), na Câmara dos Deputados, mexeu em mais uma peça do tabuleiro político do Distrito Federal.

Perder uma eleição interna para o também deputado Rodrigo Garcia (SP), com perfil menos expressivo no Congresso, traduz em algo que Fraga custou a entender: no Democratas, não há a esperada parceria política.

Com uma vitória praticamente garantida, o representante do DF foi derrotado na bancada após intervenção pesada do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) e do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). O novo líder do DEM foi secretário do tucano em São Paulo.

O resultado da manobra gerou muito mais do que tristeza, criou insegurança e desconforto no parlamentar, que agora tende a abrir o leque de conversas que possam levá-lo a outros rumos.

Negociação com o MDB
Entre tantas legendas, o MDB se torna alvo fácil do coronel da reserva. Além do invejado tempo de televisão, a agremiação tem pomposo fundo partidário, cargos na Esplanada e o mais importante: oferece retaguarda para os filiados, coisa que outras legendas não garantem. A desistência do advogado Ibaneis Rocha de concorrer ao Palácio do Buriti foi mais um tempero colocado nesse conturbado cenário.

Alberto Fraga sabe que, caso decida deixar o DEM, precisará de muitas garantias. Como já foi filiado à sigla no início da carreira política e mantém excelente diálogo com o atual comandante do MDB no DF, Tadeu Filippelli, o deputado reconhece nessa direção a estabilidade que procura para enfrentar uma campanha e, claro, as urnas. De qualquer forma, interlocutores da negociação não assumem o sentimento. Mas uma hora alguém terá de sair desse armário. E tudo sob as bênçãos do presidente Michel Temer (MDB).



 


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