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Na mesma semana em que sofreu negativa no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre unificar 10 ações penais da Caixa de Pandora, o ex-vice-governador Paulo Octávio (PP) recebeu o grupo político com o qual se identifica para tratar das eleições deste ano. O encontro foi no Hotel Manhattan, um de seus empreendimentos.

O chamado dessa sexta-feira (9/3) recebeu representantes do PSD, PSDB, PRB, PSC, DC, PMN, Patriotas, DEM e PTB. A esperança do grupo é unificar a chamada direita, com vistas a evitar a reeleição do atual governador, Rodrigo Rollemberg (PSB).

Mesmo enrolado na Justiça com ações que o acusam de praticar corrupção quando era vice-governador do Distrito Federal, o empresário projeta-se em uma das duas vagas para o Senado que serão disputadas em outubro.

Se conseguir viabilizar seu nome, reverter a rejeição do eleitorado e chegar ao Congresso, ganharia direito ao foro especial. O benefício viria a calhar, especialmente em uma eventual condenação criminal que poderia levar o empresário à cadeia.

Enquanto Rollemberg batalha para permanecer no Buriti, a direita tenta encontrar a fórmula para não dispersar forças. Até agora, não existe um entendimento sobre quem poderá encabeçar a chapa. Na mesma reunião, pelo menos dois integrantes do grupo esperam disputar o Palácio do Buriti: os deputados federais Alberto Fraga (DEM) e Izalci Lucas (PSDB).

Processos
Não é só Paulo Octávio que terá um longo caminho a percorrer até se consolidar como candidato. Recentemente, o deputado federal Rogério Rosso (PSD) sofreu desgaste ao ver seu nome tangenciar a Operação Panatenaico.

Já Alberto Fraga, presidente do DEM e colega de Rosso na Câmara dos Deputados, tenta esclarecer quatro ações penais que tramitam no STF contra ele. Enquanto isso, Izalci Lucas, comandante do PSDB local, responde por falsidade ideológica – ele teria, supostamente, omitido doações durante a campanha eleitoral de 2006.

Em tempo: todos negam as acusações.



 


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