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A pré-candidata ao Palácio do Planalto pela Rede, Marina Silva, disse não ver surpresa na denúncia de que assassinatos de oposicionistas durante o regime militar eram de conhecimento e teriam sido autorizados general Ernesto Geisel (presidente da República entre 1974 e 1979).

Em nota encaminhada à coluna, a ex-ministra do meio ambiente afirmou: “Como é típico dos regimes autoritários, sejam de direita ou de esquerda, a violência e as atrocidades não têm como ocorrer sem contar com a participação daqueles que ocupam o mais alto escalão”.

A presidenciável acredita ainda ter um enorme desafio para o país acessar a verdade sobre os casos de tortura, mortes e desaparecimento. “Precisamos encarar este processo como uma etapa necessária para passar a história do Brasil a limpo e contribuir efetivamente para consolidar nossa democracia”, escreveu.

Conforme um memorando da CIA encaminhado, em 1974, ao então secretário de Estado norte-americano, Henry Kissinger, o general Geisel foi informado do assassinato de oposicionistas. Mesmo relutando, ele teria concordado com a continuidade da política e orientado que ela fosse restrita “a subversivos perigosos” e, ainda, que cada execução fosse autorizada diretamente pelo então chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI) à época, João Baptista Figueiredo (que presidiu o país de 1979 e 1985).



 


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