*
 
 

Os cinco minutos de fama alcançados por integrantes da Polícia Federal em recentes operações de combate à corrupção podem levar nomes como o “hipster da Federal” e os “gêmeos da Federal” a tentarem transformar a popularidade em votos nas eleições deste ano. As subcelebridades tentarão cadeiras na Câmara dos Deputados.

Agente da PF, Lucas Valença ganhou holofotes durante a prisão do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Morador de Brasília, ele tem sido estimulado ao teste das urnas pelo Partido Novo, onde está filiado atualmente. Já no Rio de Janeiro, os irmãos policiais Plínio e Marco Antônio também conquistaram fama como “gêmeos da Federal” após a condução do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio Jorge Picciani, em novembro do ano passado. Apenas Plínio sonda a carreira política.

As possibilidades de pré-candidaturas serão discutidas nesta quarta-feira (7/3), em Brasília, durante encontro de integrantes da categoria de todo o Brasil que ocupam cargos eletivos ou têm intenção de concorrer às eleições deste ano. Só para se ter uma ideia, já são 27 pré-candidatos ligados ao órgão, separados em 18 estados. Os dados são da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef).

Todos, obviamente, pretendem chegar à disputa impulsionados pelo desempenho na Lava Jato. Mas é claro que a imagem de efetuar prisão de nomes considerados da “velha política” também pesará bastante para atrair a simpatia de eleitores que buscam a renovação no Congresso Nacional.



 


Lava JatoHIpster da federalgêmeos da federal