Insatisfeitos com GDF, distritais adiam votação de projetos na CLDF

Projetos de autoria do Buriti estão à espera de análises: de abertura de créditos e a que fixa melhoria em benefícios de ICMS a atacadistas

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 04/09/2019 17:33

A falta de entendimento entre os deputados distritais e o Palácio do Buriti começa a emitir reflexos nas votações da Câmara Legislativa (CLDF). Embora houvesse acordo para votações de projetos de interesse governista, parlamentares impediram, na terça-feira (03/09/2019), a análise de projetos importantes, como o que prevê a abertura de créditos suplementares e também o que fixa melhoria em benefícios de ICMS para atacadistas e distribuidoras de bebidas. As duas propostas são de autoria do Executivo. Na mesma sessão, os distritais derrubaram veto parcial do governador Ibaneis Rocha (MDB) sobre benefícios de servidores do extinto DFTrans.

À coluna, integrantes da base criticam o governo pela falta de liberação de emendas de parlamentares e a nomeação de aliados políticos dentro das estruturas do GDF. Recentemente, o Metrópoles noticiou que o Buriti executou menos de 10% dos valores enviados pelos distritais. “Estamos perdendo a fé no Bispo”, ironizou um integrante da base aliada do governador Ibaneis Rocha (MDB). Ele acusa o secretário de Assuntos Parlamentares, Bispo Renato, de estar levando “um cenário equivocado” ao chefe do Executivo.

Procurado, o representante do GDF disse “desconhecer o assunto”. “Procurei me informar e o nosso bloco, o Brasília Acima de Tudo, está pronto para votar qualquer matéria”, disse. Contudo, palacianos afirmam estar conscientes do início de uma possível retaliação. Mesmo assim, o governo não quer “forçar a barra” e avalia aguardar até a próxima semana para sentir como estará a temperatura na base governista.

Até lá, portanto, nada de conversa.

SOBRE O AUTOR
Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

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