DF: secretária de Esporte critica decisão que impede abertura de academias

Ao Metrópoles, Celina Leão garantiu que todas as decisões tomadas pelo governador Ibaneis têm seguido protocolos rígidos de segurança

atualizado 23/06/2020 11:28

Hugo Barreto/Metrópoles

A secretária de Esportes do Distrito Federal, Celina Leão, criticou nesta segunda-feira (22/06) a decisão judicial que impede a reabertura de setores de serviços à população, o que inclui as academias e estúdios de ginástica. Segundo ela, a nova investida da juíza federal titular da 3ª Vara Federal Cível do DF, Kátia Balbino de Carvalho Ferreira, traz prejuízos a quem vê na atividade física regular e monitorada uma forma de reduzir a gravidade de comorbidades do novo coronavírus, como cardiopatias, hipertensão e diabetes.

“É claro que decisão judicial tem de ser cumprida. Respeito o Ministério Público, a Justiça Federal, mas temos que considerar que o governador Ibaneis Rocha tem exercido com muita responsabilidade todas as medidas tomadas desde o início da pandemia. É bom lembrar que somente ele tem todos os dados oficiais para tomar as decisões pertinentes”, declarou.

Segundo a titular da pasta, o governador ainda não havia determinado a reabertura dos bares, restaurantes e academias e apenas sinalizou que estava estudando os gráficos para não errar.

“Você percebe que ainda temos leitos na rede de saúde, diferentemente de outros estados que já apresentam um colapso. A gente tem que saber que, para qualquer dificuldade com essas decisões, ele responderá. Se há condições mostradas nos estudos oficiais e garantido toda a segurança das pessoas, o governador tem a prerrogativa de decidir”, emendou.

Celina também criticou o fato de a Justiça ter incluído as academias na mesma decisão que proíbe bares e restaurantes. “São segmentos completamente diferentes e não poderiam estar na mesma ação, porque academia é um serviço essencial e que contribui muito para reduzir as comorbidades. Caso fossem reabertos, os restaurantes e as academias seguirão protocolos rígidos e serão fiscalizados. Ninguém vai abrir nada de qualquer jeito”, finalizou.

Decisão judicial

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) suspendeu, nesse sábado (20/06), a retomada de atividades não essenciais no Distrito Federal que não estejam funcionando até o momento. A decisão se deve à pandemia do novo coronavírus e terá impacto sobre diversos setores, como bares, restaurantes e academias, por exemplo, cuja liberação do funcionamento vinha sendo discutida entre o Buriti e o setor produtivo.

A ação civil pública que resultou na decisão foi motivada pelo Ministério Público Federal (MPF)Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e Ministério Público do Trabalho (MPT).

Nesta segunda-feira, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), voltou a reclamar sobre o posicionamento do Judiciário. “No exato momento, quem diz sobre abrir ou fechar qualquer coisa é a Justiça Federal, pois uma juíza da 3ª Vara entendeu que eu não posso mais decidir. Tiraram meus poderes, uma intervenção indevida do Poder Judiciário”, criticou.

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