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Depois do Detector de Corrupção, que revela o histórico judicial de candidatos, agora chegou a hora de a internet mirar também na claque virtual de políticos com má conduta. Uma ferramenta lançada recentemente promete detectar perfis chamados de robôs, cada vez mais comuns na defesa ou no ataque de postulantes a cargos eletivos nas redes sociais.

A ideia dos desenvolvedores – o Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio) e o Instituto Tecnologia & Equidade – é de que o PegaBot verifique a atividade de uma conta para saber a probabilidade de o usuário ser um fake, também conhecido como bot.

A plataforma analisa o histórico de postagens e, com base em padrões de comportamento, identifica se é mais provável o perfil ser humano ou robótico. Por enquanto, a PegaBot é integrada ao Twitter e, em breve, poderá ser usada em outras mídias sociais.

Entre os critérios comportamentais programados para a avaliação, o sistema analisa o intervalo de tempo entre cada postagem, frequência e aleatoriedade de cada publicação, bem como pessoalidade dada aos textos. O PegaBot dá uma nota que indica a possibilidade de determinado perfil ser ou não um robô, com base na média geral das características do usuário.

Para Márcio Vasconcelos, diretor do IT&E, a ferramenta não exclui a verificação humana, mas pode ajudar a enfrentar a robotização nas principais redes sociais, principalmente quando fica confirmado o uso da estratégia.

“Se for um político, por exemplo, pergunte diretamente ao candidato se ele sabe da existência de um bot trabalhando para ele e se acha correto a postura do robô. Essa situação pode, inclusive, ajudar nas denúncias dessa situação à Justiça Eleitoral”, explica Vasconcelos.

O PegaBot ainda está em fase de testes e tenta abrir para o internauta a possibilidade de submeter o uso dos robôs e perfis falsos para análise e correção. “Detectar bots é uma tarefa difícil. As tecnologias avançam e mudam constantemente. O nosso principal objetivo é chamar a atenção para o assunto, informar, e educar o eleitor”, afirma Ariel Kogan, diretor do IT&E. Trata-se de mais uma ferramenta disponível para construir sua própria opinião sobre políticos e partidos.



 


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