Contra a nova quadra, moradores da Octogonal fazem “protesto verde”

Manifestação contou com o plantio de árvores na região, como forma de tentar impedir venda de área pela Secretaria do Patrimônio da União

atualizado 29/09/2019 19:08

Material cedido ao Metrópoles

Os moradores da Octogonal decidiram realizar um “protesto verde” neste domingo (29/09/2019) contra a venda do terreno localizado na quadra AOS 03. Durante o ato, mudas de diversas plantas nativas do cerrado no local. Um abraço coletivo também marcou a manifestação pacífica da comunidade.

O movimento tenta que governo federal desista da venda, já que, há cerca de 10 anos, a comunidade investe no Banco Central, proprietário do terreno, para a realização de uma permuta para a construção de um parque recreativo. Um abaixo-assinado com a proposta reuniu 4,5 mil assinaturas.

A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) anunciou, neste mês, a decisão de colocar a área à venda, assim como outros terrenos em diversas localidades do Brasil que estão sob responsabilidade do órgão.

Área de lazer

No caso da Octogonal, o local tem sido usado como área de lazer utilizada pela comunidade da região, além do Sudoeste e Cruzeiro. A área tem 65 mil m² e o valor estimado é de R$ 280 milhões.

“Já temos um trânsito saturado nos horários de pico, já que aqui é um ponto de ligação entre Águas Claras, Taguatinga, Guará e SIA com o Plano Piloto. Com outra quadra, haveria mais congestionamento e perda de qualidade de vida para todos”, afirma Renato Botaro, morador da AOS -2, quadra localizada bem ao lado do terreno. Ele é um dos organizadores da mobilização.

“Pulmão”

De acordo com Botaro, a área verde funciona como um “pulmão” da região, abrigando uma rica vegetação e várias espécies de pássaros. “O terreno é utilizado por moradores de todas as idades que costumam caminhar, pedalar, soltar pipa e passear com cachorro. O lugar já se consolidou como um pequeno ecossistema e toda a região se beneficia dele como opção de lazer com benefícios à saúde”, disse.

O Metrópoles tentou contato com a Secretaria do Patrimônio da União, mas não conseguiu retorno até a publicação da matéria. O espaço permanece aberto para manifestações.

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