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Por atingir diretamente o setor produtivo, o Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável e Estratégico do Distrito Federal (Codese-DF) decidiu cobrar do Governo do Distrito Federal (GDF) providências acerca do aumento da criminalidade no DF. Em ofício entregue à Secretaria de Segurança Pública (SSP), na última sexta-feira (8/6), os integrantes da entidade da sociedade civil organizada sugeriram pelo menos cinco ações para reverter a sensação de insegurança da população e dos comerciantes.

Elaborado pela Câmara Temática de Segurança, um dos braços do Codese, o documento pede a reabertura de unidades policiais fechadas, com funcionamento de 24 horas; solicita o retorno de todos os servidores da área de segurança que não estejam na função fim; nomeação de policiais aprovados no último concurso público; sugere ainda a criação de um convênio entre universidades e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para disponibilizar estagiários para realizarem trabalhos administrativos em unidades policiais. Além disso, pedem a intensificação do monitoramento na área central de Brasília e a criação do “policiamento voluntário”,

“Todos os pontos são soluções factíveis e com custos mínimos, já que levamos em conta a grande crise que o país e o Distrito Federal atravessa. Segurança Pública não se faz com discurso. Ela se faz com investimento e monitoramento”"
Mauro Cezar Lima, coordenador da Câmara Temática de Segurança do Cosepe

Em recente reportagem, o Metrópoles abordou a atual onda de violência que tanto assusta os brasilienses. Apenas em maio deste ano, mais de 35 mil ocorrências policiais foram registradas em delegacias do DF. De janeiro até maio, houve 818 registros de roubos a comércio nas regiões do Distrito Federal, aqueles que ocorrem mediante violência ou grave ameaça.

Crime em queda
Sobre os dados da criminalidade, o secretário de Segurança Pública e da Paz Social, Cristiano Sampaio, explicou que apesar da alta sensação de insegurança, o número de crimes tem diminuído. “Índice de criminalidade é um aspecto objetivo e a sensação de segurança é um aspecto subjetivo, de cada pessoa. O crime está em queda”, afirmou.

Diante da descrença das pessoas em registrar ocorrência nas delegacias de polícia, Sampaio alerta: “É extremamente importante que as pessoas continuem registrando os crimes e que os dados cheguem a nós, porque eles orientam todo o planejamento das forças”, completou. De acordo com ele, os BOs ajudam no mapeamento permanente das manchas criminais, que revelam onde há maior ou menor incidência de assaltos, e a escala do policiamento preventivo nesses locais.



 


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