Clube da Associação Médica de Brasília não reabrirá, mesmo com decreto

Decisão foi tomada de forma quase unânime pela diretoria da entidade, já que inúmeras atividades estão proibidas nas áreas recreativas

atualizado 05/07/2020 22:57

Embora haja um decreto do governador Ibaneis Rocha (MDB) que autoriza o funcionamento, o clube da Associação Médica de Brasília (AMBr) decidiu não reabrir as portas enquanto durar o pico da pandemia do novo coronavírus no Distrito Federal. A decisão foi tomada por quase a unanimidade da diretoria colegiada da entidade.

De acordo com o cirurgião Ognev Cosac, presidente da AMBr, o local de recreação da entidade, localizado no Setor de Clubes Sul trecho 03, próximo à Associação Pestalozzi de Brasília, permanecerá fechado, já que há a proibição de diversas atividades internas, o que não justificaria a reabertura.

“Com tanta restrição, há muito mais risco para o associado do que benefícios. Veja bem: não podem usar piscina, não pode fazer esporte nenhum, as churrasqueiras também estão proibidas e não é permitida aglomeração e precisamos manter distância de dois metros entre associados. Não tem sentido algum manter uma estrutura grande como a de um clube para garantir apenas caminhada e pegar sol. As pessoas não precisam de um clube para isso”, disse.

O médico afirmou que a decisão é temporária, já que os índices de ocupação dos leitos hospitalares são os maiores desde a chegada oficial da Covid-19 no Distrito Federal.

“A gente preferiu aguardar mais um pouco, ainda mais com o aumento da incidência do coronavírus que lotou os hospitais nos últimos dias. Além da diretoria executiva da AMBr, envolve também a decisão de todos os presidentes das especialidades médicas diversas, que foi aplaudida pela grande maioria de nossos associados”, frisou.

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Reabertura

Após uma semana de preparativos e adaptações, os clubes recreativos do Distrito Federal reabriram no sábado (4/7), mas com uma série de restrições. Sem poder liberar churrasqueiras ou piscinas, as 41 entidades apostam em oferecer caminhadas e esportes individuais para manter os sócios associados. Desde o início da pandemia, 155 funcionários foram demitidos.

O decreto assinado estabelece uma série de restrições, além das tradicionais exigências de uso de máscara, disponibilidade de álcool em gel e necessidade de aferir a temperatura de todos os visitantes.

De acordo com o texto, a prática de qualquer esporte coletivo está proibida. Fica vedada, também, a utilização de áreas coletivas, como piscinas, churrasqueiras, academias e saunas. Até mesmo os gramados estão impossibilitados de serem utilizados para piqueniques.

Bares e restaurantes estão proibidos até mesmo de vender comida e bebidas alcoólicas. Bebedouros também serão isolados.

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