Aliadas pressionam Bolsonaro para pasta de Mulheres virar ministério

Em reunião com a próxima bancada feminina do Congresso, presidente eleito rechaçou acusação de adversários de que ele seria "machista"

Roque de Sá/Agência SenadoRoque de Sá/Agência Senado

atualizado 28/11/2018 20:04

Reunido com representantes da próxima bancada feminina no Congresso Nacional, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), garantiu nesta quarta-feira (28/11) que sua gestão devolverá o status de ministério para a pasta que trata das políticas públicas para mulheres. Atualmente, por decisão do presidente Michel Temer, a secretaria está vinculada ao Ministério de Direitos Humanos.

Inicialmente, a expectativa da equipe do presidente eleito era ter no máximo 15 ministérios. Pelas atuais negociações, a pasta das mulheres seria o 22º órgão ministerial da gestão que se inicia em 1º de janeiro.

Durante a conversa, liderada pela deputada reeleita Soraya Santos (foto em destaque, do MDB carioca), Bolsonaro se comprometeu a estudar a reivindicação das aliadas e afirmou, inclusive, ser incompreendido e acusado “injustamente” por adversários de ser machista e misógino.

A decisão deve ser comunicada pelo próprio pesselista nos próximos dias.

SOBRE O AUTOR
Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

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