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Formada em direito, Fernanda Gonzaga nutre um amor por ler e escrever que vai além do mundo jurídico. Desde nova, se dedica a poesias, hobby que virou hábito e lhe rendeu um volumoso material que ela pretende transformar em livro, previsto para ser lançado no início de 2019. Ao Metrópoles, ela adiantou alguns detalhes da publicação, batizada de Até Onde Vai a Rima.

Incentivada pelo pai, Admar Gonzaga, ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Fernanda começou a se debruçar na escrita aos 14 anos. Sua primeira experiência foi em um blog, tido como seu local de desabafo. “Era muito nova e não conseguia falar certas coisas. Por algum motivo, me dava vontade de escrever. Nunca pensei em ser escritora”, revela.

A intimidade do seu processo criativo é parecida com a personalidade de Fernanda: reservada, discreta e observadora. Ela é seletiva nas escolhas dos amigos, e intensa na dedicação aos seus projetos.

Vinícius Santa Rosa/Metrópoles

Fernanda costuma escrever na escrivaninha de seu quarto

 

A advogada afirma que muitas pessoas pedem para ela publicar suas poesias em um registro físico.  Fernanda ponderou e achou que seria uma ideia legal para marcar os seus 10 anos de escrita. “Cheguei a presentear muitos amigos com poemas inspirados por eles. Penso que palavras eternizam emoções, e me sinto enobrecida em fazer parte de suas histórias”, revela.

Atualmente, a Fernanda segue no processo de organização e análise do material que será utilizado. Para a capa, ela sonha com uma ilustração feita pelo irmão Henrique Gonzaga, ator brasiliense que atuou na série 13 Reasons Why, sob o nome artístico de Henry Zaga.

Os dois são melhores amigos. Enquanto ela é grande incentivadora de sua carreira, ele retribui o carinho com anotações e feedbacks dos poemas que ela o envia. Mesmo morando em Los Angeles, o ator segue sendo seu maior admirador.

Vinícius Santa Rosa/Metrópoles

A advogada sempre gostou muito de ler

 

Sobre seu estilo, Fernanda afirma que não segue uma linha definida, usa desde frases de impacto a destrinchamento de verbos e textos em outros idiomas. “As poesias vêm para mim, é muito fluído. Acho que, de forma geral, todas falam de amor e têm um elemento melancólico”, aponta.

Algumas de suas inspirações são Rupi Kaur, Paulo Leminski e Clarice Lispector, além do pai, Admar Gonzaga. “Acho importante incentivar o lado artístico quando a oportunidade existe. Acredito que quem tem a chance, deve sim colocar sua arte do mundo”, sugere.

Inspire-se com a poetisa!



 


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