Roda Viva exibe entrevista com Costanza Pascolato nesta segunda

O programa vai ao ar na TV Cultura às 22h e terá nomes como Lilian Pacce, Erika Palomino e Camila Coutinho na bancada

Fábio Setti/Especial para o MetrópolesFábio Setti/Especial para o Metrópoles

atualizado 13/01/2020 13:33

Costanza Pascolato é referência no cenário fashion. Nascida na Itália durante a Segunda Guerra Mundial, veio para o Brasil ainda criança. Aqui, fez história. Recentemente, em entrevista exclusiva à coluna, a empresária e consultora abriu o coração. Nesta segunda-feira (13/01/2020), a papisa da moda brasileira estará em um dos programas mais tradicionais do país, o Roda Viva, da TV Cultura.

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Com apresentação de Daniela Lima, o programa inédito vai ao ar às 22h, na TV Cultura. Costanza falará sobre os livros lançados no ano passado e também a respeito da própria trajetória.

Em 2019, o aniversário de 80 anos da papisa da moda brasileira ficou marcado pelo lançamento de A Elegância do Agora. Publicada pela Editora Tordesilhas, a obra foi escrita a partir de um depoimento da empresária à jornalista Isa Pessoa.

Quase simultaneamente, as filhas Consuelo e Alessandra Blocker também lançaram um livro. O Fio da Trama reúne relatos de Costanza e da avó Gabriella.

Participam da bancada de entrevistadores Erika Palomino, diretora do Centro Cultural São Paulo; J.R. Duran, fotógrafo, escritor e editor da revista Nacional; a jornalista Lilian Pacce; Pedro Diniz, colaborador dos jornais Folha de S.Paulo e Valor Econômico; e a influencer e comunicadora Camila Coutinho. O Roda Viva também terá a participação do cartunista Paulo Caruso.

Reprodução/Editora Tordesilhas
A Elegância do Agora

 

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O Fio da Trama

 

Costanza Pascolata nasceu em 1939, na Itália. Desde o início, a trajetória não foi fácil. Para fugir da Segunda Guerra Mundial, em dezembro de 1945, ela foi trazida pelos pais ao Brasil, ao lado do irmão, Alessandro. Aqui, a família abriu uma empresa de tecelagem, a Santaconstancia.

Aos 35 anos, depois do primeiro casamento, Costanza se apaixonou por outro homem. Quando decidiu lutar pela paixão, foi deserdada pelos pais e perdeu a guarda das duas filhas por quatro anos. Encontrou no trabalho uma forma de se reerguer e, principalmente, sobreviver.

Começou como produtora de decoração na revista Claudia, do grupo Abril. Depois, migrou para a produção de moda,  segmento incipiente nos anos 1970.

“Eu era uma dondoca que estava trabalhando na editora Abril, na época que começou a expandir. E eu era bem bonita, o que, às vezes, atrapalha. Sobretudo porque eles me conheciam de coluna social durante uns 10 anos e, de repente, estava lá no estúdio. Então, pensavam que eu ia ficar no leque, para variar. Mas não. Eu punha fita crepe no solado dos sapatos, fazia tudo”, lembrou, em entrevista à coluna.

Depois de passar por muitas dificuldades, transformou-se em um ícone fashion. Conhecida como a papisa da moda brasileira, Costanza acredita que o segredo do sucesso é manter a juventude na cabeça e na alma.

Reprodução/A Elegância do Agora/Editora Tordesilhas
Nascida na Itália, Costanza chegou ao Brasil em 1945

 

Reprodução/A Elegância do Agora/Editora Tordesilhas
Ela se tornou uma mulher forte e fez história na moda brasileira

 

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No fim de 2019, a italiana recebeu a coluna para uma conversa descontraída e emocionante

 

Com estilo minimalista e sofisticado, Costanza acredita que uma boa dica é manter uma espécie de “uniforme”. “É muito mais econômico, assim não entope o guarda-roupa à toa. Eu prefiro ter uma peça boa a ter três mais ou menos”, destacou a fashionista.

Há anos, sua própria base tem sido o tênis branco mesclado à calça e blusa pretas. Os complementos, que vão de sobreposições a acessórios, variam.

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O “uniforme” de Costanza, como ela chama, é tênis com calça e blusa pretas. A ideia é sempre variar nos complementos

 

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Os icônicos anéis de caveira

 

Costanza testemunhou diferentes fases do mercado, como o início do ready-to-wear e o fast fashion. Também acompanha a indústria dos influenciadores digitais e a onda de mudanças pela sustentabilidade.

Para a papisa, algumas peças até mudam de forma com o tempo, mas continuam como tendências fixas e atemporais. O blazer e o jeans, por exemplo. Além disso, a empresária acredita que a priorização do conforto está ligada à democratização da moda.

Em relação ao futuro do segmento, a consultora acredita que o universo fashion vai abraçar cada vez mais os pedidos das novas gerações.

Sustentabilidade, inclusão e diversidade vieram para ficar, na opinião de Costanza. Ela também destacou a necessidade de grandes marcas apostarem em talentos emergentes.

“Pegada da rua, skater e inclusão, além da fluidez de gênero. Pesquisando, descobri várias marcas em que tudo que você põe nos meninos cabe nas meninas também. Acho que é o que está acontecendo”, contou à coluna.

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Ícone da moda!

 

Colaborou Rebeca Ligabue

SOBRE O AUTOR
Ilca Maria Estevão

Bacharel em psicologia pela Universidade Georgetown, em Washington D.C. (EUA). É apaixonada por moda e acompanha toda movimentação no universo fashion.

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