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Na tarde da última quinta feira (17/8), fui convidada para conhecer a nova coleção de joias e acessórios da Silvia Badra. Silvinha é uma designer conhecida na sociedade brasiliense e trabalha com peças autorais há seis anos, quatro deles atendendo suas clientes no Ateliê D’Or, no Lago Sul.

Embora tenha um olhar estético apurado, a designer tem formação psicanalista. Trabalhou muitos anos com dependentes químicos e, na área da educação, como coordenadora do ensino médio do Colégio Galois.

“Somente aos 40 anos, mudei de área de atuação. Fui convidada a participar do processo seletivo para ser gerente da Tiffany. Apesar de não ser da área, passei em todas as entrevistas. Estive na inauguração da loja e fiquei um ano na marca”, confessa.

Nesse período, a designer se apaixonou pelos bastidores da criação e pelos treinamentos sobre pedras e ligas metálicas. “Depois disso, fiz aula de ourivesaria e fiquei oito meses com a mão na massa derretendo peças de amigas, recriando e repaginando até abrir o meu ateliê.”

Por esse motivo, Silvinha não apenas elabora joias. Ela trabalha em conjunto com suas clientes para personalizar e dar um toque de customização. No ateliê, recebe peças particulares e sempre consegue transformá-las em algo inovador e elegante.

No evento realizado no Restaurante Oma não foi diferente. Silvinha apresentou sua coleção chamada “Meisou”, termo oriental que significa meditar. Para a designer, a intenção foi representar em joias o conceito de contemplação dessa cultura.

Encantada com as peças, escolhi as quatro que mais chamaram minha atenção. Contarei aqui também um pouco da história de cada uma delas. Vem comigo.

Giovanna Bembom/Metrópoles

 

Minha primeira escolha foi esse brinco em formato de folha de ouro. A intenção da criadora foi reproduzir, em uma joia, o desenho que costumava ser bordado nos quimonos dos samurais e imperadores. Achei essa peça extremamente trabalhada e delicada. Repare nos detalhes da folha de ouro.

Giovanna Bembom/Metrópoles

Brincos de ouro em formato de leque (como esses que a designer escolheu para usar em seu lançamento) seguem uma estética mais minimalista. A inspiração está concentrada na cultura das gueixas que não dispensavam esse acessório ornamental. Os brincos de Silvinha podem vir ou não complementados por pedras preciosas.

Giovanna Bembom/Metrópoles

 

As peças com pedras (assim como esses anéis pelos quais me apaixonei) remetem a cores e combinações vistas nos jardins e quimonos das gueixas. Através dessas joias, a designer apresentou a delicadeza e sutileza com que os japoneses tratam os demais. Como a Silvinha gosta de falar: “São todos imersos no silêncio contemplativo e no respeito à natureza”

 

Giovanna Bembom/Metropoles

 

Quanto às bolsas, essa com formas geométricas foi a minha favorita. Nela, está impresso o trabalho de marchetaria, arte milenar japonesa comum na cidade de Hakone. A técnica combina peças de madeiras diferentes, valorizando a cor natural para criar objetos e obras de arte.

Cada bolsa é montada com lascas de madeira, sendo assim um trabalho superartístico de mosaico onde todas as partes se juntam formando um desenho criativo. As bolsas de Silvinha também podem ser customizadas com ouro e pedras preciosas, dependendo do desejo da cliente.

Quem quiser conhecer um pouco mais, pode entrar em contato:

Atelier D’ Or
Local Qi 21 bloco A- Lago Sul
Telefone: 3365-5274



 


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