Vaquinha para ex-subsecretário do DF preso pela 2ª vez recebeu R$ 51,7 mil

Eduardo Hage foi alvo de mandado de prisão nesta sexta-feira (25/9), no âmbito de investigação do MPDFT sobre irregularidades na Saúde

atualizado 25/09/2020 11:30

Eduardo Hage Infectologista da SES-DF Paulo H Carvalho/Agência Brasília

A vaquinha on-line criada para arrecadar dinheiro com a finalidade de pagar a defesa do ex-subsecretário de Vigilância à Saúde do DF Eduardo Hage arrecadou R$ 51.760. O médico foi preso pela segunda vez nesta sexta-feira (25/9).

No total, houve 273 contribuições individuais enquanto as doações estavam abertas. Amigos decidiram criar o canal para levantar dinheiro após a primeira prisão preventiva, que ocorreu no dia 25 de agosto, no âmbito da 2ª fase da Operação Falso Negativo.

À época, entidades de saúde e pessoas que integraram a cúpula do Ministério da Saúde manifestaram apoio ao médico.

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Hage foi solto após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder liminar em habeas corpus. A prisão foi substituída por outras medidas, como a proibição de manter contato com os outros investigados e sair do DF sem autorização judicial.

Nova fase

O médico voltou a ser detido nesta sexta-feira (25/9), na 3ª fase da Operação Falso Negativo. O ex-diretor de Aquisições Especiais da Secretaria de Saúde do DF, Emmanuel de Oliveira Carneiro, também foi preso.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) investiga irregularidades em dispensas de licitações direcionadas à aquisição de insumos para o combate à Covid-19. A estimativa é de que houve prejuízo de pelo menos R$ 18 milhões aos cofres públicos.

Hage foi denunciado por organização criminosa, inobservância nas formalidades da dispensa de licitação, fraude à licitação, fraude na entrega de mercadoria por outra e peculato (desviar dinheiro público). O MPDFT também denunciou outras 14 pessoas.

Metrópoles tenta contato com a defesa do ex-subsecretário e aguarda retorno. O espaço está aberto para eventuais manifestações.

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