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Finalizadas as eleições para a presidência da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Distrito Federal (OAB-DF), uma enxurrada de processos invadiu a Comissão Eleitoral da entidade. Foram apresentadas, pelo menos, 13 representações denunciando condutas vedadas no dia da votação.

A rivalidade dos grupos comandados por Délio Lins e Silva Júnior – que venceu o pleito com 248 votos de vantagem na última quinta-feira (29/11) – e Jacques Veloso – candidato da situação que contou com o apoio do governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) – repetiu-se nas denúncias.

Veloso apresentou ao menos nove ações contra o grupo rival. Já Délio protocolou quatro processos contra a chapa de situação. Diante do volume de denúncias, a Comissão Eleitoral da OAB marcou uma reunião na quarta-feira (5/12) para tratar de todas as impugnações. O objetivo é resolver os questionamentos antes da posse da nova diretoria.

Entre as denúncias contra a chapa de oposição, estão a contratação de empresa especializada em envio de mensagens em massa, a distribuição de flores na porta dos centros de votação e faixas e bandeiras em locais vedados pela legislação eleitoral da entidade.

O conteúdo de materiais de campanha do grupo de Délio também foi alvo de pedidos de impugnação. De acordo com os processos, foram fixadas, na porta do local de votação no Guará e no estacionamento do Estádio Mané Garrincha – ao lado do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, ponto que concentrou o maior número de eleitores –, faixas com os dizeres: “Se você quer uma OAB submissa. Se você quer uma OAB puxadinho do governo. Se você quer a OAB com a imagem vinculada à Lava-Jato. Vote 10”.

Também foram anexadas fotos de um cartaz que dizia: “Quem é MDB vota 10” – uma referência ao partido do ex-presidente da OAB-DF e governador eleito do Distrito Federal que apoiava Jacques Veloso. Outra denúncia trata da distribuição de adesivos feita por Délio Lins e Silva, pai do candidato vencedor, dentro de uma sessão eleitoral. Todos os processos pedem investigação e, em caso de comprovação das denúncias, cassação da chapa vencedora.

Do outro lado do campo de batalha, Délio denunciou Jacques Veloso por ter descumprido decisão liminar de retirar faixas fixadas nas margens do Eixo Monumental e por ter contratado cabos eleitorais para segurar bandeiras e distribuir panfletos em locais próximos aos pontos de votação. Em outra ação, o criminalista afirma que o candidato da situação confeccionou material com o nome dos adversários e com o número 10, da chapa de situação, para tentar confundir os eleitores.

No caso das ações apresentadas contra o grupo de situação, também são solicitadas investigações em relação às denúncias e a cassação das chapas caso haja confirmações.



 


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