Ministro do TCU Walton Alencar troca alhos por bugalhos em julgamento sobre BB

Walton fez uma confusão demonstrando que não se aprofundou sobre o tema levado a discussão pelo ministro relator Bruno Dantas

Ministro Walton AlencarTCU/Divulgação

atualizado 27/05/2020 21:10

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Walton Alencar Rodrigues trabalha em Brasília, mora em Brasília, mas não tem muita afinidade nem com as notícias que por aqui circulam, nem com as necessidades da capital federal.

Em julgamento importante na tarde desta quarta-feira (27/05), que determinou a suspensão da publicidade do Banco de Brasil a blogues e sites acusados de promover fake news, o ministro Walton fez uma confusão, demonstrando que não se aprofundou sobre o tema levado à discussão pelo ministro relator Bruno Dantas.

Ao proferir seu voto, ele levantou a seguinte questão:

“No caso concreto, a partir do bem elaborado relato de Sua Excelência (Bruno Dantas), nós verificamos um mero tuíte do responsável pela Secom, que sugeriu a intervenção no Banco do Brasil para que se revisse a decisão de suspender anúncio de dado jornal, Jornal de Bra… Jornal da Cidade Online. A propósito, salvo engano, este jornal da Cidade pertence ao grupo do Luiz Estevão. Acredito que sim. Ou não”.

O ministro, que deveria estar ciente do que estava votando, errou.

O jornal digital que pertence à família de Luiz Estevão é o Metrópoles, que abriga este artigo. O site, a propósito, não tem nenhum contrato de publicidade com o Banco do Brasil.

Ouça:

Bola fora

Em episódio recente, com repercussão para todos os brasilienses, Walton relatou processo em que determinou ao DF a obrigação de devolver quase R$ 5,6 bilhões ao Fundo Constitucional do Distrito Federal. O ministro sustentou que o GDF reteve indevidamente o valor da Previdência dos servidores da segurança pública até 2016. Uma conta impagável, alertam os gestores locais.

O Governo do DF vai recorrer da decisão. E, a depender do profundo conhecimento de Walton pela cidade, há chance de os procuradores do Distrito Federal encontrarem inconsistência na tese do ministro, que já mostrou não ter muita intimidade com os assuntos da capital federal.

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