Justiça adia julgamento de recursos de Leonardo Bandarra e Deborah Guerner

Em sessão nesta quinta-feira (15/10), desembargadores do TRF-1 definiram nova data para votação dos pedidos das defesas contra condenações

atualizado 15/10/2020 20:04

FACEBOOK/VALTER CAMPANATO/ AGÊNCIA BRASIL

A Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) adiou para a próxima quinta-feira (22/10) o julgamento de embargos infringentes apresentados pelas defesas do ex-procurador-geral de Justiça do Distrito Federal Leonardo Bandarra e da promotora afastada Deborah Guerner contra condenação no âmbito da Operação Caixa de Pandora.

A nova data de apreciação dos recursos foi definida em sessão nesta quinta-feira (15/10). Após discussão sobre o quórum necessário para o julgamento do caso, os desembargadores decidiram adiar a votação. Nove integrantes da Corte Especial do TRF-1 já se posicionaram, sendo que cinco pela manutenção da condenação e quatro a favor da defesa dos promotores.

Em maio de 2019, Bandarra e Deborah foram condenados por concussão – crime de exigir vantagem em razão do posto que ocupa – e violação de sigilo funcional na forma qualificada. No mesmo processo, Jorge Guerner, ex-marido de Deborah, foi condenado por receptação.

Eles são acusados de atrapalhar a operação, deflagrada pela Polícia Federal em 2009, que revelou um esquema de pagamento de propina em troca de apoio político durante a gestão do ex-governador do DF José Roberto Arruda (PR).

O adiamento da votação dos recursos foi consentido pelos advogados do casal Guerner e de Bandarra. “Na visão da defesa de Deborah e Jorge Guerner, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região corretamente adiou o julgamento, tendo em vista a necessidade de quórum qualificado para a votação”, afirmou a advogada Juliana Malafaia.

A defesa de Leonardo Bandarra não foi localizada, o espaço continua aberto para manifestação.

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