Caixa de Pandora: ex-distrital Brunelli é condenado a quatro anos de prisão

A decisão aponta que o ex-parlamentar recebeu propina 41 vezes. Ainda cabe recurso da decisão

atualizado 04/07/2020 11:18

homem de terno Arquivo CLDF/Reprodução

Conhecido por comandar a chamada “oração da propina” em vídeo Operação Caixa de Pandora, o ex-deputado distrital Júnior Brunelli (Podemos) foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) a quatro anos e seis meses de prisão, inicialmente em regime fechado, pelo crime de corrupção passiva. A decisão aponta que o ex-distrital cometeu o crime 41 vezes, ao receber pagamentos ilegais durante a gestão do ex-governador José Roberto Arruda (PL).

Atualmente, Brunelli é pastor na Igreja Casa da Bênção. Na sentença, o Tribunal ressaltou que Brunelli recebeu propina, em troca de apoio ao governo Arruda, 41 vezes.

A decisão ainda destaca que não há motivos para que o pastor fique em liberdade. “Incabíveis a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos ou a suspensão condicional das mesmas penas, pois não preenchidos os pressupostos legais”, ressalta o juiz Fernando Brandini Barbagalo. A decisão ainda cabe recurso. O Metrópoles tentou entrar em contato com a defesa do distrital, mas até a publicação desta matéria não obteve retorno.

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A oração

Ao receber propina das mãos do delator do escândalo da Caixa de Pandora, Durval Barbosa, Brunelli, acompanhado do ex-presidente da Câmara Legislativa Leonardo Prudente, puxou a chamada “oração da propina”, agradecendo pelo recolhimento dos valores.

Nela, Júnior Brunelli ora pela vida de Durval e pede proteção para os envolvidos no recebimento. “Sabemos que somos falhos, que somos imperfeitos, mas queremos agradecer aos santos que nos purificam. Olha, nós somos gratos pelo amigo Durval, que tem sido um instrumento de bênção em nossas vidas e nesta cidade”, diz o pastor, filho do apóstolo Doriel de Oliveira, falecido em 2016.

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