Às claras: CCJ do Senado aprova projeto que obriga votação aberta

De autoria do senador Reguffe (sem partido-DF), a matéria segue para análise da Mesa Diretora da Casa e, depois, vai a plenário

Daniel Ferreira/MetrópolesDaniel Ferreira/Metrópoles

atualizado 15/05/2019 18:32

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (15/05/2019), proposta que proíbe votação secreta para cassação de mandato, eleição da Mesa Diretora e autorização para prisão de parlamentar. O projeto de resolução é de autoria do senador Reguffe (sem partido-DF) e tramita há quatro anos na Casa.

Caso o Senado aprove a matéria, evitará episódios constrangedores da política nacional. O mais recente deles ocorreu durante a primeira sessão para escolha do presidente da Casa, quando a Mesa Diretora contabilizou 82 votos, sendo que existem somente 81 senadores. O caso foi parar na Corregedoria, que até hoje não apontou nenhum responsável pela fraude.

“Quando alguém vota como representante do cidadão, precisa revelar como está se posicionando. Os cidadãos são os únicos que têm direito ao voto secreto, durante as eleições. No parlamento, todas as votações deveriam ser abertas”, afirmou Reguffe.

A proposição segue agora à Mesa Diretora. De lá, a matéria vai a plenário, onde precisa de maioria simples para ser aprovada – metade dos senadores presentes mais um.

SOBRE OS AUTORES
Lilian Tahan

Dirige desde setembro de 2015 o site de notícias Metrópoles. É formada em comunicação social pela Universidade de Brasília (UnB), com especialização em jornalismo digital e gestão de empresa de comunicação pela ISE Business School, instituição vinculada à Universidade de Navarra, na Espanha. Antes do Metrópoles, trabalhou por 12 anos no Correio Braziliense e dois anos na revista Veja Brasília. Ao longo da carreira, conquistou prestigiados prêmios de jornalismo, como Esso, Embratel, CNT, CNI, AMB, MPT, Engenho.

Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

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