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O administrador de São Sebastião, Alexley Gonçalves Pires, foi exonerado após tornar-se réu por fraude em licitação. Ele ocupava cargo de confiança no governo de Rodrigo Rollemberg (PSB) desde agosto de 2017. A demissão está publicada na edição do Diário Oficial do DF de sexta-feira (18/5).

No último dia 4, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) acolheu denúncia oferecida pela Promotoria de Justiça de Registros Públicos (Proreg), do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT). Porém, a juíza Maria Cecília Batista Campos, da Vara Criminal de São Sebastião, não acatou o pedido da promotoria para que o gestor ficasse fora do posto.

Na última quarta-feira (16), o Metrópoles revelou que a decisão da Justiça e a permanência de Pires no time de Rollemberg causou constrangimento ao comando do Palácio do Buriti. Agora, no lugar dele, assume Roberto Carlos Scheid Ninaut, até então chefe de gabinete da administração regional.

 

Reprodução/DODF

 

 

A denúncia do MPDFT elencou seis processos licitatórios que teriam irregularidades. As obras previstas nos certames incluíam a construção de poços artesianos, de quadras esportivas e de um galpão, além da reforma de banheiros públicos e de parques infantis. Ao todo, foram empenhados R$ 1.971.372,28 nas licitações.

Ainda de acordo com a denúncia, o administrador teria descumprido a legislação ao optar por carta-convite e tomada de preço, quando o valor total dos contratos exigiam ampla concorrência.

Não foi dada publicidade adequada aos certames, e isso supostamente poderia ter favorecido as empresas que se sagraram vencedoras: Vital Engenharia e Arquitetura Ltda., Da Costa Serviços e Empreendimentos, La Dart Indústria e Comércio e Total Arquitetura e Urbanismo.

Além de Alexley, cinco servidores da administração regional tornaram-se réus no processo: Raimundo da Silva, coordenador de Administração Geral e presidente da Comissão de Licitação; Ailton Alves Ferreira, gerente de Gestão do Território; Izaurina Araujo Rodrigues, chefe do Núcleo de Material e Patrimônio; Risomar Maria Oliveira Ribeiro; e Marcone Martins Souto, ambos membros da Comissão de Licitação.

A lista de réus inclui os responsáveis pelas quatro empresas que venceram as licitações pressumidamente fraudadas: Lorymer Araújo Almeida (Vital), Debair da Costa e Silva (Da Costa), Márcio Hélio Teixeira Guimarães (La Dart) e Márcio Hélio Teixeira Guimarães Júnior (Total).

Os citados não foram localizados pela reportagem.



 


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