Vai ter mulher na arbitragem apitando jogo grande

Stephanie Frappart foi escolhida pela UEFA para comandar a Supercopa europeia, que será decidida entre Liverpool e Chelsea.

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atualizado 13/08/2019 11:45

A próxima quarta-feira (14/08/2019) vai entrar para a história. Será a primeira vez que uma árbitra vai apitar uma decisão masculina. A francesa Stephanie Frappart foi a escolhida para comandar a final da Supercopa disputada entre Liverpool e Chelsea.

Engana-se quem pensa que ela vai apitar esse jogo somente porque é mulher ou que o objetivo da UEFA é apenas ganhar os holofotes com o feito. Atualmente, ela é uma das melhores árbitras do mundo, apitou a final da Copa do Mundo Feminina e atuou na primeira divisão francesa. Ela fez por merecer e ainda abre o caminho para que outras mulheres tenham a mesma oportunidade.

No Brasil, a CBF sempre investiu nas árbitras assistentes, inclusive para jogos mais importantes. Mas, no apito, o jejum de 15 anos sem uma mulher na primeira divisão foi quebrado recentemente por Edna Batista. Ela começou fazendo jogos de menor expressão. Com ótima preparação física e técnica, mostrou que podia mais. Agora, está fazendo jogos mais disputados e tem tudo para atuar em um clássico. Estamos na torcida!

Quem está para trás é a Conmenbol, que mesmo com o discurso de “Nueva Conmebol” não coloca mulheres para arbitrar partidas masculinas. Um retrocesso! Chega da ideologia machista de que futebol é só para homem.

A UEFA não só deu oportunidade às mulheres de seguirem seus sonhos que antes eram quase impossíveis, como também valorizou o futebol feminino. Se essa Supercopa já tem um campeão? Com certeza são as mulheres!

SOBRE O AUTOR
Fernanda Colombo

Natural de Criciúma (SC), mora no Rio de Janeiro (RJ). Formada em educação física com especialização em jornalismo esportivo. Ex-bandeirinha da CBF aspirante à FIFA. Escritora, apresentadora e comentarista de arbitragem.

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