Rodada de pênaltis mal marcados e árbitra fazendo bonito

Lance entre Athletico-PR e Santos foi a grande polêmica da arbitragem nesta rodada

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 09/09/2019 13:17

Vai rodada, vem rodada e a única coisa que não muda são as polêmicas de arbitragem. Nem o VAR conseguiu trazer mais luz para os árbitros. Quem reclamou muito nesse fim de semana foi o Athletico-PR, que teve um pênalti marcado contra, com intromissão do VAR, e o Paysandu, que disputou o acesso para a série B, e perdeu a partida com pênalti polêmico de mão, sem o assistente de vídeo. Será que eles têm razão em reclamar tanto?

Vamos à análise jogo a jogo!

Corinthians 2 x 2 Ceará
Aos 40 do segundo tempo, Thiago Alves, do Ceará, foi expulso por falta em Gustagol. O árbitro deu o vermelho direto porque interpretou que era uma chance clara de gol. Mas não era. Havia outro zagueiro em condições de defesa. O VAR sugeriu a revisão e o árbitro voltou atrás na decisão, dando o amarelo por interromper um ataque promissor. Thiago, que estava indo para o chuveiro, teve de voltar para o campo.

O vozão ainda teve gol de Felippe Cardoso anulado pelo VAR. O jogo já estava quase sendo reiniciado quando a tecnologia apontou o impedimento.

O gol destaque dessa rodada foi o olímpico do Leandro Carvalho, do Ceará. Invejosos dirão que foi sem querer.

Fortaleza 0 x 1 Fluminense
Bandeiras afiadas. Os dois times tiveram um gol cada anulados por impedimento. Jackson estava adiantado no de Wellington Paulista, do Fortaleza. Mesma situação de João Pedro quando marcou para o Fluminense. Nas duas situações, o bandeirinha marcou o impedimento corretamente e o VAR só confirmou a decisão.

Quando a arbitragem vai bem, também temos que falar!

Avaí 0 x 3 Flamengo
Confusão no Mané Garrincha. Já no final do jogo, Gustavo Ferrareis deu um pisão de sola no joelho de Rafinha, do Flamengo. Os jogadores começaram a discutir, mesmo com o placar definido. Perda de tempo! A árbitra deu amarelo para Gabigol para acalmar os ânimos. O VAR sugeriu a revisão do pisão e, então, ela expulsou o jogador avaiano corretamente.

Edina Alves, aliás, foi um dos destaques da partida. Ela está em uma crescente e tem tudo para fazer os principais jogos do Brasileiro. Está mostrando competência e excelente preparo físico. Vai com tudo, garota!

O outro destaque foi o jogador brasiliense Reiner, que pela primeira vez foi escalado como titular pelo Flamengo. Em casa, mostrou porque o técnico Jorge Jesus está apostando nele.

Internacional 1 x 0 São Paulo
O gol da vitória colorada foi de pênalti. Após falta cobrada por Rafael, a bola bateu na mão de Hudson, do São Paulo, que estava na barreira dentro da área. O árbitro não marcou nada, mas o VAR chamou e em poucos segundo ele confirmou a penalidade. O braço do Hudson estava colado ao corpo? Estava. Mas o movimento que ele fez com a mão foi de buscar a bola e fazer o bloqueio. Pênalti bem marcado. Mão na bola sempre dá o que falar!

Goiás 1 x 2 Palmeiras
William fez o gol, mas o bandeirinha anulou por impedimento. Usando a tecnologia da linha, o VAR viu que o Rafael Vaz dava condições e o gol foi confirmado corretamente. Mas teve gol do Palmeiras anulado de verdade. Luiz Adriano fez falta em Fábio Sanchez antes do gol. O juizão marcou a falta e o VAR confirmou a decisão. Em lance de interpretação, prevalece a decisão de campo. Mandaram bem!

Cruzeiro 1 x 4 Grêmio
Aos 33 do primeiro tempo, Henrique levou um chute na perna de Michel. Pênalti claríssimo, nem precisou de VAR. Bom que economizo algumas linhas!

Santos 1 x 1 Athletico-PR
Nesse jogo, aconteceu a grande polêmica da rodada: o pênalti marcado a favor do Santos já nos acréscimos. Em uma disputa entre Marinho, do Santos, e Braian Romero, o jogador santista caiu na área. O juiz marcou falta fora. O primeiro contato, com o braço, realmente foi fora da área. Quando Marinho estava caindo, houve um entrelaço de pés e foi aí que o VAR chamou para marcar o penal. Que erro! Marinho já estava desequilibrado e o contato no desenrolar foi normal do jogo. Esse lance vai dar muita dor de cabeça para a comissão de arbitragem.

Botafogo 2 x 1 Atlético-MG
Outro pênalti de mão marcado com o auxílio do VAR. Após a cobrança de Gilson, a bola é bloqueada pelo braço de Igor Rabelo, do Atlético. O árbitro mandou o jogo seguir, mas o VAR chamou para a revisão. O movimento que o Igor Rabelo fez é muito parecido com o do Hudson, no pênalti a favor do Inter. Mesmo com o braço colado, ele fez um movimento adicional para buscar e fazer o bloqueio. Pênalti bem marcado. Lance para amarelo, pois bola ia na direção do gol. Como já havia tomado amarelo minutos antes, Igor Rabelo foi expulso. Já o amarelo do Marcelo Benvenuto, do Botafogo, que aconteceu depois do lance de mão , foi anulado corretamente, pois o árbitro voltou atrás e deu o penal. É o VAR mudando muito o curso da partida.

CSA 2 x 0 Chapecoense
No primeiro tempo, o CSA teve dois gols anulados. Um por impedimento de Apodi e outro por falta de ataque, novamente de Apodi. No lance da falta, o árbitro não quis nem saber de VAR e apitou antes de a bola entrar no gol. Ou seja, o VAR já não poderia mais revisar. Sorte dele que realmente foi falta. Dois jogadores da Chape foram expulsos corretamente. Márcio Araújo, pelo segundo amarelo, e Gum com vermelho direto, por acertar o pé na cabeça de Safira. A Chape ainda teve uma penalidade marcada a seu favor. Alan Costa colocou a mão na bola. Lance de interpretação que foi marcado corretamente.

E, para encerrar, quem disse que árbitro que apita série C não aparece?

Jogo das quartas de final da série C, valendo vaga para a série B, o Náutico venceu o Paysandu com pênalti polêmico no último lance. Em uma bola alçada na área, Caíque Oliveira, do time paraense, tentou tirar a bola e acertou o braço do seu companheiro Uchôa. Dentro da área? O juizão marcou pênalti. Erro Crasso. Não foi pênalti nem aqui, nem na China, e muito menos na FIFA! E olha que o Leandro Vuaden é arbitro de série A muito experiente. A grande lição desse jogo foi a seguinte: será que o mão na bola e o bola na mão um dia será compreensível? Esperando o processamento de critérios…

SOBRE O AUTOR
Fernanda Colombo

Natural de Criciúma (SC), mora no Rio de Janeiro (RJ). Formada em educação física com especialização em jornalismo esportivo. Ex-bandeirinha da CBF aspirante à FIFA. Escritora, apresentadora e comentarista de arbitragem.

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