Pênalti do Avaí contra o Fluminense deveria ser repetido. Entenda

O árbitro precisa apitar como se não houvesse VAR, ficar de olho em tudo e assumir grandes responsabilidades

HEULER ANDREY/DIA ESPORTIVO/ESTADÃO CONTEÚDOHEULER ANDREY/DIA ESPORTIVO/ESTADÃO CONTEÚDO

atualizado 02/12/2019 22:13

O Brasileirão está chegando ao fim mas as polêmicas de arbitragem estão longe de acabar. Nesse domingo (01/12/2019), a discussão da vez foi o pênalti cobrado duas vezes pelo Avaí no empate com o Fluminense. Na primeira cobrança, o árbitro mandou repetir depois de ser avisado pelo VAR que o goleiro do Fluminense tinha se adiantado. Na repetição, o Avaí fez o gol e, mesmo com a invasão de um jogador avaiano, ele foi validado. E aí? Era pra repetir o penal? O que o VAR poderia ter feito?

Vamos analisar:

1. O pênalti foi muito claro. Jonathan, do Avaí, foi derrubado por Nino. Sem discussão.

2. João Paulo bateu o pênalti e o goleiro Marcos Felipe defendeu. O jogo já ia ser reiniciado quando o VAR informou ao árbitro que o goleiro se adiantou. Nesse caso, nem precisou olhar no monitor, pois foi um lance objetivo. Pela nova regra, o goleiro precisa ter ao menos um dos pés sobre a linha até que a bola seja chutada. Com a tecnologia ficou bem mais fácil para a arbitragem detectar o adiantamento e mais difícil para os goleiros, que precisam seguir à risca a regra para não serem punidos com a repetição e o cartão amarelo.

3. Pênalti repetido. João Paulo vai de novo para a cobrança e, dessa vez, faz o gol. Porém, um jogador do Avaí invadiu a área antes do chute. Por que o VAR não chamou? Pelas orientações, o VAR só pode informar a invasão se o invasor participou da jogada. Mas quando há invasão ou adiantamento e não há interferência, o VAR não pode fazer nada.

Regras de Futebol 2019/2020/Reprodução

Só o árbitro de campo pode decidir e, nesse domingo, ele errou ao não punir a invasão do jogador do Avaí na segunda cobrança. Apesar de o VAR não poder interferir, a regra prevê que essa invasão tenha que ser punida pelo árbitro. O pênalti deveria ser repetido.

Ter o VAR como suporte durante as cobranças de pênalti dá um certo conforto para o árbitro, que fica bem mais despreocupado em relação ao adiantamento do goleiro e invasões. Não deveria ser assim. O árbitro precisa apitar como se não houvesse VAR, ficar de olho em tudo e assumir grandes responsabilidades. Se for pra colocar tudo na conta do VAR, qualquer um pode ser árbitro.

SOBRE O AUTOR
Fernanda Colombo

Natural de Criciúma (SC), mora no Rio de Janeiro (RJ). Formada em educação física com especialização em jornalismo esportivo. Ex-bandeirinha da CBF aspirante à FIFA. Escritora, apresentadora e comentarista de arbitragem.

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