Fim de semana de campeões, VAR e é claro, polêmicas

Árbitro de vídeo continua sendo motivo de debate, assim como Neymar, que se envolveu em nova controvérsia

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atualizado 03/06/2019 12:13

A “orelhuda”, como é carinhosamente chamada a taça da Champions League, foi entregue ao Liverpool no sábado (01/06/2019). Logo no começo do jogo, foi marcada uma penalidade a favor dos Reds. Depois do chute de Mané, a bola teria tocado no braço do Sissoko, do Tottenham. O árbitro marcou e o VAR, o que fez? Apenas acatou a decisão interpretativa de campo. Ao meu ver, um erro. Olha o custo da Champions. O que custava rever a imagem? Ao menos daria mais credibilidade à decisão. Nessas horas, o recurso tem de ser usado. É final de campeonato.

Na minha interpretação, a penalidade foi mal marcada. Além de a bola sair com muita força e de uma distância muito curta, ela bate primeiro no peito do Sissoko para depois bater no braço. Um lance discutível e que merecia uma revisão à beira do campo. Só não ficou tão feio para a arbitragem porque o Liverpool aumentou a vantagem e o Alisson não deu nem chance para uma virada.

No Brasileirão a mesma história de sempre: em qual lance o VAR deve intervir?
No jogo entre Botafogo 1 x 0 Vasco, o placar poderia ser mais elástico para o Botafogo. O árbitro não marcou a penalidade claríssima de Marcos Júnior, do Vasco, em Gilson, do Botafogo, que foi derrubado na área. O VAR errou ao não sugerir a revisão do lance. Mais um para a série: o que custava?

Athletico-PR 3 x 0 Fluminense 
Dessa vez, o VAR acertou. Airton, do Fluminense, deu uma entrada dura de sola no Bruno Guimarães. Doeu em mim! O árbitro deu o segundo amarelo e depois o expulsou. O VAR viu diferente e a decisão foi alterada para o cartão vermelho direto. Como ele foi expulso nas duas situações, não daria no mesmo manter os dois amarelos? Não. A suspensão nos próximos jogos por cartão vermelho direto é mais grave do que por dois amarelos.

São Paulo 1 x 1 Cruzeiro 
Duas penalidades não marcadas. Uma delas, o árbitro, mesmo vendo as imagens de vídeo, preferiu não marcar. Errou. Seria pênalti para o Cruzeiro, pois Anderson Martins tocou a bola com a mão. O movimento dele claramente foi de tentar bloquear a bola e para isso, projetou o corpo e o braço onde ela passaria. Na segunda penalidade não marcada, aparentemente nem o VAR viu. Foi um pisão de Dedé, do Cruzeiro, em Vitor Bueno. Uma jogada boba, que por não ter chamado a atenção, deve ter passado em branco na cabine.

Chapecoense 1 x 2 Palmeiras
Aqui, o VAR só acertou. Anulou corretamente o gol de Rildo da Chape, por impedimento. E acertou ao marcar a penalidade a favor da equipe catarinense, depois que Deyverson colocou a mão na bola dentro da área. Nesse lance, até o Felipão, que vive reclamando da arbitragem, concordou.

Mais uma de Neymar
Dessa vez, o assunto mais comentado no final de semana não foi o VAR. A polêmica é de novo ele, Neymar. Ele foi acusado de estupro e, para se defender, divulgou um vídeo exibindo a suposta troca de mensagens com a acusante. Não sei quem está certo ou quem está errado nessa história. Isso quem decide é a justiça. Mas acho muito grave tornar a acusação de estupro pública. Querendo ou não ele é um ídolo de uma geração. E, popularmente, uma suposição pode virar uma verdade. Se ele for culpado, ok. Juntem os fatos, provem e tomem as medidas. É justo que todos tomem conhecimento. Mas se ele for inocente, a acusação vai ficar para sempre marcada na história dele.

Seria melhor ter preservado todos os envolvidos. Vamos ver agora o que isso vai influenciar dentro de campo na Copa América e no grupo de jogadores. O torcedor certamente já está com saudade do que não viveu ainda.

Vai Brasil!
A Copa do Mundo Feminina vai começar! O Brasil estreia contra a Jamaica no dia 9 de junho, às 10:30. Não custa nada lembrar que os jogos serão transmitidos pela primeira vez pela TV aberta, na Rede Globo. E, logo ali, dia 14 de junho, já tem a Copa América. De uma coisa eu tenho certeza: não vai faltar futebol neste mês!

SOBRE O AUTOR
Fernanda Colombo

Natural de Criciúma (SC), mora no Rio de Janeiro (RJ). Formada em educação física com especialização em jornalismo esportivo. Ex-bandeirinha da CBF aspirante à FIFA. Escritora, apresentadora e comentarista de arbitragem.

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